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Governo do Congo aprova envio de vacina experimental contra o ebola

Governo do Congo aprova envio de vacina experimental contra o ebola

O Governo da República Democrática do Congo (RDC) deu sinal verde nesta sexta-feira ao envio de uma vacina experimental contra o ebola para tentar fazer frente ao novo surto da doença declarado em Bikoro (noroeste), onde foram detectados 30 casos.

O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Peter Salama, tinha dito anteriormente que preparava-se para iniciar uma campanha de vacinação assim que o Governo congolês desse a autorização, e Gavi, a Aliança para a Imunização, já anunciou que financiará as vacinas.

O ministro congolês de Saúde Pública, Oly Ilunga, afirmou hoje em comunicado que o país vai usar todo os meios de diagnósticos e terapêuticos à disposição, e que isso inclui a vacinação, dando este consentimento, mas sem especificar prazos.

Até agora, segundo os últimos dados do Ministério de Saúde congolês, foram registrados 11 casos da febre hemorrágica e uma morte confirmada.

A OMS assegurou que prepara-se para o “pior cenário” possível e falou de 32 casos no total, entre suspeitos, confirmados e prováveis.

Nesta quinta-feira, o ministério anunciou quatro novos casos, entre os quais encontram-se três trabalhadores da área da saúde.

Equipes da OMS, Unicef, Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) e Médicos sem Fronteiras (MSF) foram desdobradas em Bikoro, um local remoto a 280 quilômetros da capital da província, e com infraestrutura muito pobre, explicou hoje em Genebra o diretor de emergências da OMS, Peter Salama.

A vacina está ainda em fase experimental, não conta com licença e o risco de efeitos secundários é alto, por isso precisa da autorização dos governos para poder ser usada.

Trata-se da vacina Vsv EBOV, que foi validada pelo Governo congolês em 2017 e que foi testada na África Ocidental no surto de 2014, que terminou com 11,3 mil mortos e mais de 28 mil casos confirmados.

As 40 pessoas que trabalharam nos testes clínicos da vacina em Guiné serão os responsáveis por implementar o projeto na RDC quando for realizado.

Trata-se, segundo a OMS, do nono surto de ébola que atinge a República Democrática do Congo desde que o vírus foi descoberto em 1976 neste país, quando ainda era chamado de Zaire.

A doença – que é transmitida por contato direto com o sangue e fluídos corporais de pessoas ou animais infectados – causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%.

Seus primeiros sintomas são febre repentina e alta, debilidade intensa e dor muscular, de cabeça e de garganta, além de vômitos.

Agência EFE