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Alunos protestam contra reivindicação de salas pela prefeitura

Alunos protestam contra reivindicação de salas pela prefeitura

Estudantes e funcionários do Complexo Educacional Dorgival Pinheiro de Sousa, de 1º e 2º graus, reclamam que a Prefeitura de Imperatriz solicitou 12 salas do prédio para realocar estudantes do ensino infantil do município. Os locais não estão sendo utilizados para ministrar aulas, mas para outros fins, também relacionados ao ensino, como por exemplo, laboratórios e refeitório.

A Prefeitura enviou um comunicado à direção da escola estadual, informando o interesse de enviar os alunos do ensino infantil para as salas localizadas na parte de baixo do prédio.

Entretanto, estudantes e professores do Complexo Educacional reclamaram da falta de interesse da Prefeitura em conversar com a coordenação da escola, para saber se o prédio possui as condições necessárias para realocar esses alunos, visto que para isso serão necessárias reformas, o que pode atrapalhar diretamente no rendimento escolar dos alunos que irão prestar vestibular ainda este ano.

Segundo a direção da escola municipal, a Prefeitura afirma que o prédio é do município e que apenas cedeu o espaço para escola estadual, porém a diretoria relata desconhecer isso. Atualmente, nas salas requisitadas, estão alguns laboratórios, refeitório, sala de vídeo-conferência, sala do ETCBRASIL (projeto federal inativo atualmente), depósito de materiais e arquivos de outras escolas que foram fechadas.  

O professor Mauro Sérgio diz que a principal preocupação dos alunos e dos educadores é quanto à qualidade de ensino, pois o C.E Dorgival não possui estrutura para receber estes estudantes e oferecer uma educação de qualidade.

“A nossa principal preocupação é em relação à qualidade de ensino que essas crianças do município vão ter aqui, pois não tem estrutura e não houve nenhuma reunião prévia com a gente”, afirma.

A estudante do segundo ano, Flávia Cristina, conta que a escola não tem estrutura para abrigar essas crianças e acredita que reaproveitar as salas que estão em desuso não é a melhor opção.

“Nós acreditamos que todos têm direito a um ensino de qualidade, e no nosso ponto de vista, não será possível oferecer um bom ensino para esses estudantes aqui na nossa escola, pois as crianças precisam de uma estrutura melhor, com um espaço maior e isso não vai ser conseguido com salas sucateadas”, conta a estudante.

Atualmente, a sede estadual de Imperatriz conta com 665 alunos, 139 no anexo de Coquelândia, 73 em Petrolina e 117 na Lagoa Verde, totalizando o número de 994 alunos.

Sobre o caso, a Prefeitura informou que está em diálogo com o governo do Estado, para concessão de parte da escola, que está sem funcionamento, a fim de atender a demanda do município que sofre com falta de prédios próprios.