Home Notícias Advogada criminal fala sobre atuação da OAB junto ao sistema penitenciário

Advogada criminal fala sobre atuação da OAB junto ao sistema penitenciário

Advogada criminal fala sobre atuação da OAB junto ao sistema penitenciário

Nesta sexta-feira (11), o programa Resenha trouxe como convidada a advogada criminal Ana Karolina de Carvalho Nunes, que é presidente da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-MA e membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal.

Ela conta que pleiteou e conseguiu que fosse implementada a comissão, que vem atuando em uma maior proximidade do trabalho realizado na OAB com o sistema penitenciário.

“A comissão foi criada nessa gestão. Foi um pleito meu, uma solicitação minha. Fui atendida e agraciada com a presidência e desde então temos feito um trabalho incansável, tanto dentro como fora do sistema. A OAB era muito distante do sistema prisional. Quem tomava conta desta parte era a Comissão de Direitos Humanos”, explica ela.

Entre as realizações da comissão, está o trabalho realizado junto a novos advogados no cadastro dentro do sistema penitenciário, para facilitar atendimentos a clientes.

“A Comissão gosta de trabalhar em parcerias. Temos um projeto junto à Comissão de Jovens Advogados, onde levamos os advogados que estão ingressando na OAB para conhecer o sistema e entender como eles vão se posicionar diante do cliente deles”, diz ela, explicando que os advogados são orientados quanto ao cadastro e às medidas de segurança que são tomadas que eles possam trabalhar.

 

Ela esclarece também que o cadastro e acesso ao sistema não são limitados apenas para profissionais que estejam com clientes, mas é acessível para advogados que atuem na área criminal.

Mulheres na área criminal

Quando questionada sobre a atuação feminina na área, a advogada afirma que o paradigma tem sido quebrado e cada vez mais as mulheres estão interessadas nesta área, começando a atuar mais dentro do sistema prisional e na área criminal, seja nas varas criminais ou na atuação no Júri Popular.

“Particularmente, no começo a gente sente uma dificuldade, porque as pessoas de uma certa forma se assustam ao verem uma mulher atuando na área criminal, mas quando você vai mostrando que com leveza, competência, delicadeza, força, você consegue entrar em qualquer área do direito ou em qualquer área que você quiser, você vai adquirindo respeito”, diz ela.

“No começo foi muito difícil para mim”, aponta. “A família não queria aceitar. Mas eu não peço que me aceitem, eu peço que respeitem a minha opção e a área que eu quis atuar, na qual atuo com muito paixão”.

Ana Karolina afirma também que ela acredita que na comissão há mais mulheres do que homens.

Ressocialização

Sobre ressocialização, a advogada comenta que ainda há um debate muito amplo e que o processo deve partir da pessoa.

“Você precisa compreender que você está ali dentro, cumprindo uma pena, tentando verificar uma situação onde você cometeu um delito e precisa pagar pelo que fez. Só a retirada da pessoa da sociedade não vai ressocializar ela. De acordo com o que diz a lei de execuções penais, a pessoa vai precisar do apoio da família e da sociedade, buscando se qualificar e estudar, para que ela realmente possa sair de uma forma diferenciada”, afirma ela.

Confira abaixo a entrevista na íntegra: