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Professores da rede municipal fazem paralisação em Imperatriz

Professores da rede municipal fazem paralisação em Imperatriz

Em Imperatriz, na manhã de hoje (10), os professores da rede municipal de ensino fizeram uma paralisação para discutir a contraproposta de reajuste salarial oferecida pela Secretaria de Educação do Município. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino em Imperatriz (STEEI), a solicitação da categoria é de 9% de reajuste. Cerca de cinco mil servidores reivindicam o ajuste.

Primeiramente, durante as negociações, o município ofereceu 3% de adequação salarial e só na última quarta-feira (9) apresentou outra proposta com 6% de reajuste. A contraproposta do município não chega ao aumento do piso salarial dos professores, que foi de 6,8 % pelo Ministério da Educação para 2018.

Categoria pretende analisar a contraproposta de reajuste salarial feita pelo município.

O presidente da STEEI, Francisco Messias, afirma que os professores, juntamente com sindicato, vão analisar a proposta do município em assembleia deliberativa e com isso, decidir se aprovam ou não a decisão. “Se não resolvermos o problema na paralisação, daremos o prazo de 48 horas para que a Secretaria traga a proposta de um salário adequado para a categoria”, explica o presidente.

De acordo com o professor Ireno Mendes, Imperatriz paga o menor salário para professores entre os municípios da região sudoeste do Estado. Para ele, apesar das negações, o município possui recursos para acatar a solicitação dos trabalhadores. “Sentimos o descaso do prefeito com a educação e para a categoria. Se houvesse preocupação da Prefeitura, o município teria feito uma proposta dentro do aceitável”, explica Ireno.

A Prefeitura afirmou que a gestão municipal decidiu propor reajuste salarial de 6% e mais 12% sobre o Vale Alimentação (índices que superam mais de 200% da inflação para o período), a serem concedidos a partir do mês de julho. Em relação ao retroativo, uma vez que a proposta foi para a partir do mês de julho, o Município não tem condições de arcar com esses valores. Isso comprometeria a receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, FUNDEB.

“Desse modo, reiteramos que a Prefeitura age no restrito limite da Lei, dando um aumento real, sem comprometer a capacidade de pagamento do Município. Ressalte-se, por fim, que maioria dos estados e municípios não estão sequer conseguindo repor o índice inflacionário do período, de 2,81%, muito menos cumprindo o piso nacional da categoria, que aqui já é pago”, aponta nota do Município.