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Inaugurado memorial padre Josimo Morais Tavares

Inaugurado memorial padre Josimo Morais Tavares

Na manhã desta quinta- feira (10), foi inaugurado o “Memorial Padre Josimo Morais Tavares”, em Imperatriz-MA. O espaço reúne registros da vida do padre por meio de fotografias e objetos. Josimo foi morto há exatos 32 anos.

 

Quando vivo, além de liderança religiosa, era também militante político-social na região conhecida por Bico do Papagaio (área que compreende os estados do Maranhão, Pará e Tocantins) e traçava luta contra muitos latifundiários da época.

O memorial foi pensado durante oito meses e montado em uma das salas do Centro Diocesano de Pastoral, na Avenida Dorgival Pinheiro de Sousa, mesmo local das escadarias onde Josimo foi assassinado, no dia 10 de maio de 1986. A inauguração teve a presença de dezenas católicos e simpatizantes que conhecem a história de luta do sacerdote. Entre os presentes estava a mãe do padre, a aposentada Olinda Tavares, que ainda se emociona ao relembrar o sofrimento do filho.

Muito linda a homenagem, mas queria mesmo era meu filho aqui. Fico muito agradecida à diocese e que o povo continue na luta iniciada pelo meu filho”, fala.

O Bispo de Imperatriz, Dom Vilsom Basso, fez o discurso de inauguração vestido no traje de sacerdote com um paramento vermelho sobre os ombros, simbolizando todos, que assim como o militante, morreram na luta por outras pessoas. Para Dom Vilsom, o padre foi um exemplo de resistência.

Buscamos representar a vida dele. Um homem negro, que nasceu na simplicidade, cresceu e deu sua vida para que todos tivessem vida. Padre Josimo é um exemplo de solidariedade para todos nós que conhecemos o evangelho”, destaca.

Relembre a história

Padre Josimo Tavares ficou conhecido na região do Bico do Papagaio (área que compreende os estados do Maranhão, Pará e Tocantins), por liderar movimentos contra grandes latifundiários. Investigações da época do assassinato apontaram que um grupo de fazendeiros pagou 50 mil cruzados pela morte do padre.

O pistoleiro Geraldo Rodrigues foi preso em 1988 e condenado a 18 anos de prisão, mas fugiu muitas vezes das penitenciárias. Apontado como mandante do crime, Osmar Teodoro da Silva foi preso em 2001 e em 2003 condenado há 19 anos de detenção.