Home Polícia Suspeitos de morte de delegado da PF são de facção criminosa

Suspeitos de morte de delegado da PF são de facção criminosa

Suspeitos de morte de delegado da PF são de facção criminosa

Atualizado às 14h48

O governo do Maranhão informou hoje (6), em nota, que os três suspeitos do assassinato do delegado federal Davi Farias de Aragão, ocorrido na noite de sábado (5), são membros de uma facção criminosa que atua na região metropolitana de São Luís.

Wanderson Baldez Costa, 20 anos, de acordo com o governo, foi preso e confessou o crime após dar entrada em um hospital da região, após ter levado um tiro no braço. Nesta segunda-feira (7), outro suspeito foi apreendido no bairro Divinéia. O terceiro homem, Davi Costa Martins, apelidado de “Olhão”, está sendo procurado. Ele foi preso em março deste ano por porte ilegal de arma de fogo, mas teria sido liberado. A prisão preventiva dele foi decretada.

Conforme informações do governo maranhense, Davi Aragão foi morto após travar uma luta corporal com os três homens, que invadiram sua residência, localizada na Praia do Meio, município de São José de Ribamar, a 32 quilômetros da capital do estado. O delegado comemorava, com a família, o aniversário de cinco anos de uma das duas filhas. Atingido por três facadas e ferimentos de bala, ele foi levado a uma unidade de saúde e, posteriormente a um hospital particular, onde já chegou sem vida.

“Eles estavam querendo que um dos homens que estava ali presente pegasse um dos carros e os levasse na fuga. E com isso, acabou ocorrendo um confronto com luta corporal, segundo uma testemunha, aparentemente pela posse de uma arma de fogo, que culminou no delegado levando um ou dois tiros. Um deles foi no estômago e atingiu uma artéria, causando uma hemorragia interna”, explica o delegado da SHPP Jeffrey Furtado.

Após o crime, os criminosos fugiram, levando a arma do delegado.

O governo estadual informou que um inquérito para apurar o latrocínio (roubo seguido de morte) foi aberto na Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Polícia Civil. O caso segue sendo investigado e, na manhã de hoje, mais duas pessoas foram ouvidas: o proprietário de uma pizzaria e um funcionário do estabelecimento. Eles entregaram pizza na casa onde ocorreu o crime.

Davi Aragão, 36 anos, estava há mais de 12 anos na Polícia Federal e comandava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários. Em nota divulgada também neste domingo, a Superintendência da Polícia Federal do Maranhão lamentou o ocorrido, decretando luto de três dias. “A Polícia Federal continuará envidando todos os esforços possíveis para colaborar na elucidação dos fatos e prisão dos criminosos, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas de trabalho, lamentando profundamente o triste episódio que retirou, de forma precoce, a vida do policial que deixará imensa saudade no nosso convívio”, diz o comunicado.