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Falta de materiais básicos em postos de saúde prejudica pacientes em Imperatriz

Falta de materiais básicos em postos de saúde prejudica pacientes em Imperatriz

Usuários da rede pública sofrem com a insuficiência de material no Complexo de Saúde do bairro Parque Anhanguera, em Imperatriz. Pacientes diagnosticados com o vírus da imunodeficiência humana, conhecido como HIV, têm desistido de seguir com o tratamento da doença, por conta da dificuldade para serem atendidos.

O professor Arthur Nogueira fala que essa situação tem se repetido desde o ano passado e acrescenta que as pessoas portadoras do vírus HIV não conseguem fazer um acompanhamento médico por conta da falta de material.

“Hoje, eu estive aqui [no complexo de saúde] e vi que não tem papel para imprimir, não tem papel para receita, não tem cesta básica, não tem vale alimentação, não tem vale transporte, falta um tubo, uma luva, uma caixa de descarte, falta o papel para imprimir o resultado, não tem nada! As pessoas estão deixando de fazer o tratamento que é para toda vida por isso” afirma Arthur.

Em outra área do Complexo, a situação se repete. A promotora de vendas, Cláudia Célia da Conceição, relata que o posto disponibiliza diariamente apenas cinco fichas, para atender todo o bairro.

“É a terceira vez que venho aqui tentar marcar uma consulta pro meu filho, e simplesmente não tem condições de ser atendida, porque eles disponibilizam apenas cinco fichas por dia. A gente chega aqui seis e meia da manhã e tem quinze pessoas aguardando por esse atendimento, ou seja, apenas cinco das quinze serão atendidas”, relata Cláudia.

O Complexo de Saúde também contava com a assistência de três médicos, mas atualmente apenas um tem realizado o atendimento. Além disso, existem reclamações sobre o vale transporte e sobre o lanche que era servido pela manhã para os pacientes, que muitas vezes vêm de cidades vizinhas.

O tapeceiro, Luís Gonzaga, fala sobre a dificuldade de dar continuidade a um tratamento por conta da falta dos benefícios, principalmente o vale transporte que facilitava a chegada dos pacientes até o complexo, já que muitos destes não possuem renda.

“Nós estamos vendo que tá tendo muita dificuldade para as pessoas que estão chegando aqui no complexo, procurando atendimento. Antes, pela manhã, tinha um lanche, tem pessoas que vem de muito longe, do interior ou cidades vizinhas e não tem alimentação, até porque não possuem renda. Assim como o vale transporte, muitos não dão continuidade ao tratamento porque não tem dinheiro para vir”, conta Luís.

Complexo de Saúde em Imperatriz

A coordenadora do Complexo de Saúde, Hélcia Gonçalves, disse que já foi feita a licitação, porém eles ainda receberam o material.

“O paciente ainda não está recebendo o vale transporte este ano, porém a licitação já saiu. Estamos aguardando a entrega das cestas básicas para que possam ser distribuídas à eles, a licitação também já saiu, estamos guardando somente a entrega destes alimentos”, conta a coordenadora.

Com todas essas denúncias, alguns membros da câmara de vereadores começaram a recolher assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a saúde pública em Imperatriz.