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Pré-candidato à presidência da república, Rodrigo Maia é recebido no Resenha

Pré-candidato à presidência da república, Rodrigo Maia é recebido no Resenha

Auto-proclamado político de centro, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Rodrigo Maia (Democratas -RJ), confirmou sua pré-candidatura à presidência da república em 2018 e se posicionou sobre reforma da previdência, polarização da política brasileira, apoio político do partido no Maranhão, Bolsonaro, Lula. Sem se esquivar de assuntos espinhosos e opiniões possivelmente impopulares, Rodrigo Maia foi o convidado do Programa Resenha deste sábado (21).

Na noite desta sexta-feira (20), Maia esteve reunido com o governador Flávio Dino e lideranças políticas no Palácio dos Leões e neste sábado se reúne com membros do partido em Santa Inês. O deslocamento da reunião do partido da capital para o interior do estado foi propositalmente orquestrado pelo parlamentar. “As capitais eu já conheço. É necessário aprender, olhar, e viver os problemas do interior do Brasil”, explicou Rodrigo Maia.

Confira alguns dos principais tópicos abordados durante uma hora de perguntas.

Sobre Michel Temer

Quando questionado sobre ser ou não aliado do presidente Michel Temer, Maia afirmou: “Eu sou presidente da Câmara. Eu sou aliado de uma agenda para o Brasil. Muitas vezes essa agenda tem convergência com a agenda do governo, muitas vezes não. Acredito que meu papel enquanto presidente da Câmara e deputado é pautar aquilo que interessa a sociedade dialogando com a oposição e com o governo. Essa independência da Câmara é muito importante, uma vez que a Câmara representa a população”, argumentou o parlamentar.

Brasil polarizado

Para Rodrigo Maia, o país tem vivido tempos de radicalismos que lhe são nocivos e o anseio da sociedade é por mais diálogo. “É ruim o fato de não ter uma agenda política onde partidos de todas as correntes possam sentar numa mesa para um ouvir o outro, para dialogar, para um aprender com as experiências do outro, não para abrir mão do que pensam. Isso não foi possível nos últimos anos e atrasou o Brasil. A imprensa nacional chama de Centro aqueles de Centro-direita que caminharam pro Centro. Centro é um espaço onde todos aqueles que estão dispostos a construir em conjunto um futuro que possam abrir mão de algumas opiniões, não de seus princípios, mas possam sentar numa mesa e dialogar”, defende o deputado.

Candidatura à presidência

Ao apresentador Itevaldo Jr., Rodrigo Maia confirmou a escolha do partido por sua pré-candidatura a presidente da república. “Eu sou pré-candidato à presidência pelo DEM. Vim fazer visita ao meu partido, ao deputado federal Juscelino Filho (presidente do Democratas no Maranhão) e deputados estaduais do partido para que a gente possa fortalecer nosso projeto no estado. O partido está ressurgindo com boa base estadual e federal no Maranhão, estado em que o DEM (antigo PFL – Partido da Frente Liberal) já foi muito forte. Temos certeza que o resultado das eleições 2018 será bom aqui”, comentou o parlamentar.

O candidato defende que o DEM tem uma agenda muito objetiva. Para ele, as leis no país não são feitas para igualar os brasileiros, mas para dividir. “Há uma camada mais alta no serviço publico e no setor empresarial que está sempre ganhando e a população carente está sempre perdendo. É preciso fazer uma ruptura com o que está acontecendo no Brasil. Não dá mais para que o marco legal, constituído ao longo desses 20 anos, continue tendo uma regra de impostos onde o pobre paga mais que o rico, onde poucas empresas tem benefícios fiscais que o cidadão não tem, onde muitas vezes uma pessoa tem benefícios na área de saúde e não tem médicos no Sistema Único de Saúde (SUS). Tá (sic) na hora do orçamento trilhardário que o Brasil tem somando estados, união e municípios de fato possa atender a sociedade”, defendeu Maia.

Apoios do DEM no Maranhão

Em relação ao apoio do DEM no Maranhão nas eleições de 2018, Maia afirma que a decisão será inteiramente do diretório local do partido. “Temos relação muito boa com os dois lados. Pessoalmente, eu tenho uma relação boa com a Roseana Sarney, com o presidente Sarney, com o Zequinha. Tenho uma ótima relação mais recente, mas também muito forte, com o PC do B, o partido do governador Flávio Dino, apoiaram a minha reeleição para presidente da câmara oficialmente, fomos deputados juntos, o Rubens também é um ótimo deputado. Este é um país federado. Não é um país unitário. O projeto nacional vai chegar aqui e ter sua base, mas o caminho que o partido vai escolher no Maranhão ou qualquer outro estado será olhando a realidade local. Quem toma conta da política do Maranhão é o o nosso presidente local (Juscelino Filho) e nossos membros do diretório regional. Não há a menor possibilidade da ideia de intervenção no diretório. O DEM não vai usar a força, nunca usou, o diretório terá toda a liberdade de dialogar com o Flávio Dino ou a Roseana Sarney. Não adianta querer tomar conta da política do Maranhão de Brasília, do Rio de Janeiro…”, disse.

Weverton Rocha

O DEM foi o primeiro partido a apoiar a candidatura do deputado federal Weverton Rocha (PDT -MA) ao senado em 2018. Os motivos do apoio ao deputado são explicados por Maia. “Comigo, a relação vem desde os 12 anos de idade. Meu pai foi secretário de fazenda do governador Brizola (PDT), sempre tive uma boa relação com o Carlos Lupi (presidente nacional do PDT). Construí, através do Juscelino Filho (DEM), uma relação muito boa com Weverton. Na minha primeira eleição, Weverton e Orlando Silva (PC do B), ajudaram a montar a estratégia de uma eleição muito pulverizada. E no segundo turno, eles vieram formalmente me ajudar. Me aproximei, sou grato, eu tinha e tenho esse compromisso de ajudar Weverton Rocha e o que o DEM puder fazer, vamos fazer”, relatou Maia.

Na entrevista, o deputado falou ainda sobre reforma da previdência, reforma na educação e outros assuntos.

Confira o programa completo aqui

 

Raíza Carvalho – da equipe do Portal MA10