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Autismo: uma realidade pouco abordada

Autismo: uma realidade pouco abordada

IMPERATRIZ – Quando se fala em autismo muitas pessoas ficam espantadas, porém não se trata de uma doença física. O autismo é um transtorno psicológico que afeta cerca de 2 milhões de brasileiros. Em Imperatriz, pouco se sabe sobre a questão.

Segundo a neuropsicopedagoga, Sheila Belchior, o espectro autista apresenta três características fundamentais: dificuldades na comunicação social, dificuldades na interação social e também, tiques ou manias que se caracterizam como rituais. É preciso acompanhamento profissional para se chegar a um diagnóstico que dê início ao tratamento adequado para cada um.

“As famílias devem estar atentas e ao primeiro sinal, encaminhar a um neuropediatra, que é o médico especialista no desenvolvimento infantil. Este fará uma investigação física, exames de sangue, exames de imagem, exames auditivos e neurológicos. O diagnóstico é fundamental quanto mais cedo possível, para a intervenção ser melhor e a criança poder se desenvolver, e assim fazer um programa especifico à problemática da criança”, afirma.

A presidente da Associação de Familiares e Amigos de Pessoas com Autismo de Imperatriz (AFAGAI), Ester Cristina, fala sobre a melhoria que seu filho, Heitor de 7 anos, obteve depois do diagnóstico aos 3 anos: “ele mostra muitos avanços na aprendizagem. Entende tudo que você fala pra ele, se mostra uma criança muito inteligente”.

Apesar disso, Ester denuncia a carência que existe na cidade nas áreas da educação e da saúde para essas pessoas. “Tem muitos pais de filhos com autismo que desistem de atendimento, preferem ficar em casa porque não é um atendimento de qualidade. Na escola dizem que tem inclusão, mas na verdade não tem, se os professores não são capacitados para atender essas crianças”.

Ela lembra ainda que a AFAGAI, que tem cerca de 100 associados, desenvolve trabalhos de inclusão da pessoa autista mais ativamente desde o ano passado “começamos a receber mães que tiveram seus filhos diagnosticados mas não sabiam para onde ir. A gente sempre conversa com essas mães, tenta passar um carinho porque muitas vezes a família não entende. Começamos a trabalhar mais com a conscientização das pessoas”.