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Envelhecimento será tema de palestra nesta sexta-feira

Envelhecimento será tema de palestra nesta sexta-feira

Falar de envelhecimento é fundamental, especialmente num país em que 17% da população já passou dos 60 anos. Nesta sexta-feira (13), a doutora em Psicologia, Angela Mucida, abordará o tema na palestra “O mal estar na contemporaneidade: psicanálise e velhice”, a partir das 18h, no Auditória Maria Izabel Rodrigues, na UNDB, em São Luís. A palestra é promovida pelo Centro Psicanalítico do Maranhão – OrLa e tem entrada gratuita.

Durante sua apresentação, Mucida pretende discorrer sobre algumas características da contemporaneidade, seus impasses e seus efeitos sobre os sujeitos, localizando a questão do envelhecimento e da velhice no mundo atual, tendo em vista alguns conceitos de velhice, trazendo sempre para o debate exemplos de livros, cinema e depoimentos de idosos para esclarecer o tema.

Segundo a palestrante convidada, a psicanálise tem papel importante no bem-estar da pessoa idosa, já que permite ao sujeito construir um saber sobre aquilo que ele se queixa, que o faz sofrer, ou seja, seus sintomas.

“Um dos efeitos disso é o surgimento de um sujeito mais responsável por sua existência, portanto, mais livre em relação à sua determinação, mais apto para suportar e tratar os limites impostos pelo real da vida, elaborar as perdas, sustentar seu desejo e escolhas. Isso é um tratamento ao mal-estar inerente à relação que cada sujeito tem consigo mesmo e com o outro”, comenta.

Nesse aspecto, a doutora ressalta que a memória é fundamental nesse processo. De acordo com Mucida, ao se falar de memória, fala-se de um sujeito que não envelhece, pois mesmo não podendo lembrar-se de tudo, as lembranças permanecem efetivas em cada sujeito. “Mesmo em casos de Alzheimer algo dessa memória primordial fica inalterada, o problema é fazer o sujeito apropriar-se dela, já que nessa síndrome passado, presente e futuro encontram-se desenlaçados”, explica.

Mucida afirma ainda que a psicanálise é um dispositivo que coloca em cena outra noção de tempo. Há um tempo presente, mas que só se apresenta sob um passado que não morre, deixa suas marcas e retorna permitindo novas maneiras de enlaçar o futuro. “Trata-se de um dispositivo em que a memória está em cena e que permite ao sujeito fazer novas traduções, transcrições, reescritas do que passou, enlaçando de maneira inédita o presente”, ressalta.

SEMINÁRIO – Além da palestra, Angela Mucida também será uma das conferencistas do Seminário “Psicanálise e velhice”, que ocorrerá sábado, dia 14, a partir das 8h30, na Universidade Dom Bosco (UNDB), no Renascença II. O seminário integra as atividades realizadas pela OrLa – Centro Psicanalítico do Maranhão. As inscrições podem ser feitas no local. Mais informações pelo e-mail centropsicanaliticool@gmail.com ou pelo telefone (98) 99141-5163.

Angela Mucida é autora de três livros “O sujeito não envelhece; psicanálise e velhice”, “Escrita de uma memória que não se apaga” e “Tratamento psicanalítico do idoso”.