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Segundo estimativa, produção de grãos pode ser recorde em 2018

Segundo estimativa, produção de grãos pode ser recorde em 2018

Divulgada nesta semana, a primeira estimativa de produção agrícola de 2018, publicada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), apontou que a produção graneleira está estimada em 5.141 mil toneladas em 2018, crescimento de 16,1% em comparação com a safra de 2017, de acordo com os dados referentes ao mês de fevereiro de 2018.

A estimativa trata da previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas do Maranhão, referentes à estimativa do primeiro bimestre de 2018. A análise completa está disponível no site do Imesc.

Foto: Nael Reis

O economista do Imesc, Anderson Nunes, destaca os resultados da produção de grãos no Maranhão, que apresentou uma produção recorde em 2017, com 4.427 mil toneladas de grãos produzidas. “A produção graneleira maranhense vem se recuperando de forma surpreendente desde o ano passado. Devido ao reflexo positivo dessa safra agrícola, além do fato de que a taxa de câmbio continua favorável, na casa dos R$ 3,25, somado à recuperação, ainda que tímida, no preço das commodities agrícolas, estimulou significativamente os produtores maranhenses, em especial, os que cultivam soja”, completou Anderson.

Para 2018, a estimativa é que se possa colher aproximadamente 2,8 milhões de toneladas de soja, 459,6 mil toneladas a mais que no ano passado. Os produtores do município de Balsas, maior produtor de soja do estado, estimam colher o equivalente a 605,6 mil toneladas.A cultura da soja fechou o ano de 2017 com 2,3 milhões de toneladas, bem acima do que foi produzido na safra de 2016, que apresentou pouco mais de 1,2 milhões de toneladas. Os municípios que tiveram o maior destaque na produção desse grão foram Balsas, Tasso Fragoso e Sambaíba, cuja produção em 2017 encerrou em 505,2, 439,2 e 155,1 mil toneladas, respectivamente.

Fruto do aumento de 39,6% na área plantada, cerca de 133,8 mil hectares, a produção de milho fechou o ano de 2017 em 1,6 milhões de toneladas, com o incremento de 948,2 mil toneladas. Em relação à estimativa para 2018, verifica-se uma redução na área plantada de 11,6%, fruto da substituição de algumas áreas de milho pela soja, tendo em vista que a soja apresenta maior rentabilidade aos produtores, especialmente por conta da venda, que é realizada em sua grande maioria no mercado internacional.