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Empresa de porto privativo é autuada por crime ambiental no bairro Quebra Pote

Empresa de porto privativo é autuada por crime ambiental no bairro Quebra Pote

Uma empresa privada, localizada no Arraial, bairro Quebra Pote está sendo autuada por crime ambiental.  De acordo com informações, no local houve supressão vegetal de manguezal para a construção de um porto de atracamento de embarcações.  Além disso, a empresa não tem licença ambiental.

Na área de baía, há embarcações atracadas. A suspeita é que por ali, mercadorias contrabandeadas chegavam através de pequenos barcos e depois, já com os produtos, seguiam para um galpão localizado no bairro Vila Esperança. O esquema era realizado geralmente a noite, para não levantar suspeitas.

O local é o mesmo que resultou na operação da Polícia Militar, que pendeu quatro militares e outras sete pessoas por crime de milícia. E resultou ainda na exoneração e pedido de prisão preventiva do delegado Tiago Bardal, ex-superintendente de investigações criminais do Estado, suspeito de estar envolvido no crime.

 

De acordo com o Batalhão da Polícia Ambiental (BPA), após vistorias foi constatado a retirada de parte do manguezal para a construção de dois portos, caracterizando crime ambiental  previsto no Código Florestal.

Funcionários da empresa já foram localizados e prestaram depoimento como testemunhas do caso contrabando que envolve o uso do porto da empresa.

Na operação da PM, que ocorreu na quinta-feira (22), foram apreendidos veículos, sendo um carro de passeio, uma caminhonete, duas carretas, além de armas (pistolas, revólveres e escopetas), caixas com garrafas de whisky e uma grande quantidade de cigarros.

 

ENTENDA O CASO 

Na última quinta-feira (22), foram presos quatro policiais militares e outros sete suspeitos durante uma grande operação deflagrada na comunidade Arraial, no Quebra Pote (São Luís/MA). Participaram da ação o secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, e o comandante da Polícia Militar do Maranhão, Coronel Pereira.

Os policiais foram levados para o Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão e os outros presos foram encaminhados para a Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção (SECCOR). O secretário de Segurança do Estado do Maranhão, Jefferson Portela, declarou em coletiva realizada no início da noite desta sexta-feira (23) que foi solicitado o pedido de prisão preventiva do delegado Tiago Bardal, exonerado da  Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), por suspeita de envolvimento no caso. Após a exoneração do delegado Tiago Bardal do cargo de superintendente da Seic, a Delegada de Polícia Civil Nilmar da Gama assumiu a vaga.

O Judiciário assumiu sobre a decisão de prisão de Tiago Bardal. O parecer deve ser julgado nesta segunda-feira (26) pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ronaldo Maciel, responsável pela associação de crime organizado.