Home Polícia Coronel presta depoimento e confessa ter sido autor da morte de empresário

Coronel presta depoimento e confessa ter sido autor da morte de empresário

Coronel presta depoimento e confessa ter sido autor da morte de empresário

O tenente coronel reformado da Polícia Militar Walber Pestana da Silva (62 anos), apontado como autor da morte do empresário Davi Bugarin na noite desta quinta-feira (15), prestou depoimento na tarde desta sexta-feira (16) e foi liberado. De acordo com o delegado Lúcio Rogério, titular da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP),  ele confirmou que foi o autor da morte de Davi, que teria agredido sua filha e atentado contra sua vida portando uma faca. Ele foi liberado após o depoimento, pois não havia situação de flagrante contra ele.

Walber Pestana apresentou também a arma e as munições que vitimaram Davi e estas foram encaminhadas para a perícia.

De acordo com o depoimento do tenente coronel reformado, o empresário Davi Bugarin e sua filha namoravam há dois anos e há um ano o rapaz vivia em sua casa em uma união estável com a moça. “Ele contou que o relacionamento da filha era abusivo, cheio de brigas e ciumeira. Quando a filha foi passar o carnaval em Salvador, a contragosto do namorado, ele (o Davi) teria ficado transtornado. E assim que a menina chegou em casa, às 5h30 da manhã nesta quinta-feira, a briga teria começado. Segundo o depoimento, o Davi teria ficado de 5h da manhã até meio dia no quarto com a namorada, com barulho de briga, mas ela dizia que estava tudo bem quando o pai perguntava a ela”, relatou o delegado Lúcio Rogério.

Consta no depoimento que assim que chegou em casa novamente, por volta das 18h, Walber Pestana teria encontrado a casa com vários cômodos arrombados – porque a filha estaria se escondendo do namorado. Teve início uma nova discussão. “Ele disse que ainda tentou acalmar o Davi, porque ele teria pegado uma faca e dito que ia se matar e que teria feito até alguns cortes nele, o que vai ser verificado pela perícia”, contou o delegado.

Quando a esposa de Walber chegou em casa, o genro teria ficado ainda mais violento. Foi quando o PM foi ao quarto pegar uma arma. Ele contou que o Davi estava muito nervoso e teria avançado em direção a ele com uma faca. “Neste momento, o PM teria dado um tiro de advertência, que acertou a parede, para ver se o genro se acalmava. Ele não se acalmou e continuou indo em direção ao PM, que atirou nas costelas do genro, que continuou seguindo em direção ao sogro, que disparou mais uma vez, atingindo as costelas novamente. Quando o Davi caiu, a esposa e a filha teriam entrado em estado de choque e o PM pediu que elas se acalmassem”, disse o delegado. Ele teria levado Davi do quarto para a sala e para a calçada posteriormente para facilitar o socorro da ambulância.

Davi Bugarin ainda foi levado ao Hospital Djalma Marques (Socorrão I), mas não resistiu e morreu.

O tenente coronel teria ligado quatro vezes para a polícia enquanto a situação acontecia, mas nenhuma viatura teria chegado a tempo. Esta informação e todas as outras dadas em depoimento serão investigadas pela Polícia Civil.

O delegado Lúcio Rogério esclareceu que testemunhas indiretas já foram ouvidas e que ainda serão colhidos os depoimentos da mãe e da filha de Walber.

Nesta tarde, o corpo de Davi Bugarin foi velado no Asilo de Mendicidade, no bairro São Francisco.

 

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