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ONU investiga supostos novos ataques químicos na Síria

ONU investiga supostos novos ataques químicos na Síria

A ONU afirmou nesta terça-feira que investiga “múltiplas informações” sobre o suposto uso de bombas de gás cloro nas cidades sírias de Saraqeb, na província de Idlib, e de Duma, na região de Ghouta Oriental.

A informação foi confirmada pela Comissão Independente de Investigação para a Síria da ONU, encabeçada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, em um comunicado, no qual qualifica de “alarmantes” as informações sobre novos ataques químicos na Síria.

Ainda de acordo com comunicado, o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Jens Laerke, e o representante da Unicef na Síria, Fran Equiza, puderam confirmar as informações junto a imprensa local.

Duma é a maior cidade de Ghouta Oriental, um foco de resistência da oposição, que vem sofrendo constantes ataques das forças do presidente Bashar al-Assad. Já Saraqeb está na rota entre Alepo e Damasco e é uma das localidade mais importantes do leste de Idleb.

Quase toda a província de Idleb está sob o controle do Organismo de Liberdade do Levante – a ex-filial síria da Al Qaeda -, e por outras facções armadas.

Nesta segunda-feira, os Estados Unidos denunciaram um suposto ataque com armas químicas na Síria, que teriam acontecido nas últimas semanas, acusando a Rússia de proteger o regime de Al-Assad. Os americanos ainda cobraram condenação dos atos pelo Conselho de Segurança da ONU.

Em setembro do ano passado, a Comissão de Investigação das Nações Unidas para a Síria, apontou a Força Aérea do país como responsável pelos ataques com gás sarin, realizados em abril, na localidade de Khan Sheikhun.

Paulo Sérgio Pinheiro aproveitou o comunicado para expressar a “profunda preocupação” pelo aumento da violência em Idleb e Ghouta Oriental, onde, nas últimas 48 horas, diversas ações causaram mortes de civis, inclusive, com bombardeios a hospitais.

“Desde o início do ano, o aumento da violência em Idleb provocou o deslocamento interno de mais de 250 mil civis”, garantiu o presidente da Comissão Independente de Investigação para a Síria da ONU.

Agência EFE