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Após resultado do Enem, estudantes se preparam para universidade

Após resultado do Enem, estudantes se preparam para universidade

Depois do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), divulgado pelo na última quinta-feira, 18, os estudantes aguardam a abertura das inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Financiamento Estudantil (FIES). No Maranhão, quase 300 mil estudantes vão utilizar o Exame para tentar uma vaga na universidade, mas nem todo mundo decidiu que carreira seguir. A escolha do curso superior ainda é uma dos principais dificuldades de quem está saindo do Ensino Médio para começar a vida adulta.

Escolher o curso certo pode ajudar os alunos a não perderem tempo e evitar a evasão, que atrapalha a evolução acadêmica. Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2011, cerca de 20% dos estudantes acabam desistindo do curso, o que equivale a 1 milhão de universitários a cada ano.

De acordo com a pedagoga Thalyta Froes, responsável pelo atendimento estudantil da Faculdade Estácio São Luís, ainda existe muita angústia na hora de decidir para que curso prestar vestibular. “A família influencia muito quando existe indecisão. Os pais sempre querem que os filhos sigam as carreiras que aparentam prestígio, como Medicina e Direito. Porém, é necessário que se observe o perfil de cada um e quais disciplinas teve afinidade ao longo da vida”, orienta a pedagoga.

Além disso, a especialista aponta que errar na escolha do curso é natural, mas isso pode ser evitado. Antes de optar definitivamente por uma área, o estudante pode procurar informações sobre o que vai estudar e quais atividades irá desempenhar no mercado de trabalho. Para Beatriz Ferreira, recém-egressa do Ensino Médio, a interação entre escola e universidade ajuda os alunos a fazer a escolha mais adequada. “A assistência que tivemos esse ano abriu a mente da gente pro conhecimento de vários cursos. Pra mim, agora cada um tem mais claro que caminha vai seguir”, observou a estudante.

A pedagoga Thalyta Froes reiterou o papel da família e da escola nesse processo: “A família pode e deve orientar, mas nunca obrigar o que o jovem deve fazer. É importante que as escolas também ofereçam ou indiquem profissionais qualificados, como psicólogos, para que os jovens possam realizar testes vocacionais”, indica Thalyta.

Além de conhecer as instituições de ensino e conversar com profissionais, os estudantes também podem tomar outras iniciativas para evitar a desistência, como: não seguir somente as tendências de mercado, não pensar apenas no lucro gerado pela profissão, não se deixar influenciar pela família, e não optar por áreas sem antes conversar com profissionais e estudantes do curso.