Home Polícia PM suspeito de atirar na menina maranhense Emily Caetano é exonerado

PM suspeito de atirar na menina maranhense Emily Caetano é exonerado

Featured Video Play Icon

O policial militar Aldo Luís Barbosa Dornel, acusado do crime, foi exonerado pelo governador do Piauí, Wellington Dias. Aldo havia ingressado na PM por força de uma liminar e já deveria ter sido desligado, mas a PM alega nunca ter sido notificada. Além dele, mais 3 candidatos que foram beneficiados na mesma liminar também tiveram suas nomeações suspensas.

O secretário de Governo, Merlong Solano, confirmou a informação e disse que o governador tornou sem efeito a nomeação do policial e de outros militares, todos reprovados em exames psicotécnicos realizados durante as etapas do concurso para ingresso na PM. Três são do certame de 2011, entre eles Aldo e um do de 2014.

“É preciso esclarecer que a orientação é abrir um inquérito administrativo quando há desvio de conduta, o que estava sendo feito, mas no caso desse policial (Aldo), a questão estava judicializada desde o início e a decisão foi desfavorável a eles”, afirmou Merlong.

Sobre o atraso no cumprimento da decisão, já que está publicado no Diário Oficial da Justiça desde janeiro de 2017, o secretário destacou que o Palácio de Karnak só foi informado agora.

“Não sei deste caso específico, mas em geral o procedimento é executado mediante sua notificação”, afirmou.

A liminar que anulou o seu exame psicológico já havia sido derrubada no dia 6 de setembro de 2016 e foi publicada no Diário Oficial da Justiça no dia 27 de janeiro deste ano. Aldo Dornel ingressou na Polícia Militar em 2010 sub judice após ter sido reprovado no teste psicológico realizado pela banca do concurso, no caso o Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos da Uespi, o Nucepi. O caso lembra o do capitão da Polícia Militar, Alisson Wattson, que confessou ter matado a estudante Camilla Abreu em outubro passado. Ele também foi reprovado no teste psicotécnico.

A ação tramitou na 1ª Vara da Fazenda Pública. Além de Dornel, mais 4 candidatos foram beneficiados sob a alegação de que não tiveram acesso aos motivos da contra-indicação estabelecidos no teste e que a avaliação levou em consideração apenas o perfil  profissiográfico, o que seria vedado. A decisão que liberou os candidatos saiu no dia 15 de junho de 2010.