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Inquérito sobre o caso da menina Emily é concluído

Inquérito sobre o caso da menina Emily é concluído

O inquérito da Polícia Civil sobre o caso da menina Emily Caetano, que foi morta após uma operação da Polícia Militar em Teresina (PI) durante a noite de natal, foi concluído e encaminhado à justiça. As informações são do delegado da cidade Francisco Costa, o Baretta.

Ainda segundo o delegado, foram ouvidas 11 testemunhas, além das vítimas sobreviventes. Em seu depoimento, a mãe de Emily afirmou que os policiais dispararam os tiros quando o carro já estava parado.

Foram divulgadas imagens de circuito de videomonitoramento mostram o momento da abordagem policial. Confira mais informações na reportagem abaixo:

O governador do estado do Piauí reuniu no Palácio Karnak, edifício-sede oficial do Governo, representantes das polícias militar e civil na tentativa de contornar o impasse sobre as investigações do caso Emily. O Tribunal de Justiça do Piauí é quem deve decidir qual das duas polícias vai encabeçar o inquérito.

Cinco pessoas estavam no carro no momento da abordagem policial. A mãe da menina, Daiane Caetano, foi ferida no braço; o esposo Evandro Costa foi baleado na cabeça e perdeu a audição total de um dos ouvidos. As outras duas crianças, uma de oito anos e outra de oito meses, filhas do casal, foram as únicas que saíram ilesas.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil, secção Piauí, encaminhou recomendação ao governador Wellington Dias para que ele anule a portaria da Polícia Militar que credencia a instituição para investigar crimes contra a vida cometidos por policiais. O documento foi editado um dia após a morte da menina Emily Caetano numa abordagem mal sucedida feita por PMs do 5° BPM na avenida João XXIII, no dia 25 de dezembro.

A recomendação diz que o governador é o Comandante Superior da Polícia Militar do Estado e, por conta disso, deve anular a portaria que, de acordo com a OAB, contraria o Código Penal Militar.

A OAB pede ainda ao Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Carlos Augusto, “que se abstenha de criar quaisquer obstáculos à apuração de crimes pela Polícia Civil, no exercício de sua competência constitucional de investigação”.

Ainda de acordo com a recomendação da OAB, com base na portaria, a Polícia Militar não permitiu à Polícia Civil a oitiva dos militares envolvidos na ocorrência, não preservou o local do crime, bem como negou acesso a elementos de prova ali colhidos.

“Condutas que poderiam, em tese, caracterizar eventuais crimes contra a Administração da Justiça;”, diz o documento.

A PM disse através de sua assessoria que só vai se manifestar quando for notificada sobre o pedido da OAB. Para acabar com a polêmica sobre quem vai investigar o caso, o secretário de segurança, Fábio Abreu, acionou o corregedor da Polícia Civil para que cumpra expediente junto ao Tribunal de Justiça e provoque o órgão para decidir sobre o caso.

Com informações do portal Cidadeverde.com