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Polícia prende segundo suspeito de feminicídio em Imperatriz

Polícia prende segundo suspeito de feminicídio em Imperatriz

Na madrugada do dia 1º de janeiro, Girléia Silva da Costa (33 anos) foi morta com um tiro de espingarda na Vila Palmares, em Imperatriz. Dois suspeitos tentaram abordar a vítima que trafegava de motocicleta, quando ela percebeu a ação e acelerou o veículo. No momento, ela foi atingida pelo disparo da arma.

A Polícia Militar de Imperatriz prendeu na quarta-feira (3), Regimilson Silva Freitas, o segundo suspeito do assassinato de Girléia Silva. De acordo com as investigações, Pinóquio, como é conhecido, efetuou o único tiro de espingarda que matou a vítima. O feminicídio está sendo investigado pela delegacia da mulher.

A PM já havia apreendido um menor de idade, que confessou o delito. A vítima foi espancada pela dupla.

De acordo com o delegado regional, Eduardo Galvão, após denúncias com a informação de possíveis endereços que “Pinóquio” poderia estar, a polícia efetivou as buscas. Ele foi encontrado na rua 15, no bairro São José, na casa de um familiar.  

“Foi feito um cerco, ele acabou sendo preso na casa de um dos parentes, e foi conduzido para a delegacia. Aqui, informalmente ele relata a participação na autoria do delito”, explicou o delegado.

“Serão feitos dois procedimentos em delegacias distintas. O menor, o procedimento dele vai para Vara da Infância e Juventude, concluído pela delegacia do Adolescente Infrator. Enquanto o latrocínio será concluído pela Delegacia de Homicídios. A pena, só a do latrocínio, é a maior pena do Código Penal, vinte a trinta anos de reclusão. Além desse crime, responderá pela corrupção de menores. Em dez dias esse inquérito deve ser instaurado, concluído e remetido à justiça”, conclui Galvão.

Lei do feminicídio

A lei de número 13.104 altera o código penal para prever o feminicídio como um tipo de homicídio qualificado e inclui-lo no rol dos crimes hediondos. Na prática, isso quer dizer que casos de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher passam a ser vistos como qualificadores do crime.

Os homicídios qualificados têm pena que vai de 12 a 30 anos, enquanto os homicídios simples preveem reclusão de 6 a 12 anos.

Casos no Maranhão

Dados do Departamento de Feminicídio do Maranhão revelam que ocorreram 25 mortes de mulheres em 2015. Em 2016 o número subiu para 28 mortes; e em 2017 foram registradas 47 mortes de mulheres no Maranhão.

O levantamento aponta que os números de assassinatos de mulheres no Maranhão são um dos mais altos do país.