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São Luís é a capital nordestina com menor índice de violência contra a mulher

São Luís é a capital nordestina com menor índice de violência contra a mulher

Seria a violência contra a mulher transmitida de geração a geração? A pesquisa Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher feita pela ONU Mulheres aponta que sim. Pela primeira vez um estudo mostrou que há transmissão intergeracional da violência doméstica, sugerindo maior incidência em lares onde a mulher, seu parceiro ou ambos estiveram expostos à agressão na infância.

Quatro em cada dez mulheres que cresceram em lar violento dizem que sofrem do mesmo tipo de violência na vida adulta. O mesmo percentual (4 em cada 10 mulheres) também surge em relação ao impacto no comportamento masculino, revelando que parceiros que cresceram em um lar violento também cometeram agressões contra suas parceiras.

Ainda segundo estudo, realizado em parceria com a Universidade Federal do Ceará, entre as 9 capitais nordestinas São Luís aparece em ultimo lugar no ranking da violência contra a mulher. Na capital do Maranhão, a violência emocional lidera com 19,7% seguido da violência física com 12,5% e da violência sexual com 3,6%. Quando o assunto é a exposição de filhos à violência sofrida pela mãe, 44,1% já presenciou agressões e 13,3% também foi agredida.

Nordeste

A capital com maior índice é Aracaju, com 26,3% de pessoas avaliadas que sofrem ou sofreram violência emocional, 15,4% que sofrem violência física e 8% violência sexual. Segue em segundo lugar Fortaleza e em terceiro lugar, João Pessoa.

Nos últimos 12 meses 11% das mulheres nordestinas foram vítimas de violência psicológica, enquanto 5% sofreram agressões físicas e 2% violência sexual no contexto doméstico e familiar.

A pesquisa também mostra que as mulheres que sofrem agressão têm queda na produtividade no trabalho, o que traz impacto no salario e na permanência delas no emprego.

Desconstruir a violência na rotina familiar e doméstica

Em entrevista ao programa Bom dia Maranhão, a Coordenadora das delegacias das Mulheres no Estado do Maranhão, Kazumi Tanaka, comentou sobre os resultados dessa pesquisa. Ela enfatizou que a violência está entranhada na rotina familiar e doméstica das maranhenses, o que dificulta no combate à violência.

” A violência contra a mulher nas relações domésticas e familiares principalmente é algo marcante desde que nos conhecemos por gente. Então para desconstruir isso não é apenas um papel de lei, lançado a 11 anos atrás, que vai conseguir transformar essa realidade. (…) Cabe a nós nos incomodarmos com essas formas de violência que estão na nossa rotina e no nosso cotidiano”, comentou ela.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

 

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