Home Maranhão São Luís “Eu não aceito que a Justiça falhe”, diz advogada sobre agressão

“Eu não aceito que a Justiça falhe”, diz advogada sobre agressão

“Eu não aceito que a Justiça falhe”, diz advogada sobre agressão

Em depoimento publicado por meio de rede social na última quarta-feira (22), a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva confessou que, 11 dias após ter sido agredida pelo ex-companheiro, ela ainda sente medo. “Hoje não sinto apenas o medo de morrer, sinto algo mais terrível, medo de desacreditar em algo que vivo à 10 anos, medo de não acreditar mais na Justiça. Medo de ser mais um número”, desabafou.

Desde o acontecimento, Ludmila tem se manifestado em prol da proteção das mulheres em casos de violência e pedido uma resolução para o seu caso. Em vídeo transmitido ao vivo, ela pediu pela prisão do seu agressor, que continua foragido, relembrando que quando se dirigiu à delegacia para registrar a denúncia, entrou junto com o seu agressor, e ainda viu ele ser solto após pagar uma fiança. Ela observou também que a delegacia em que foi atendida não estava preparada para o seu tipo de caso, afirmando também estar feliz pela inauguração da Casa da Mulher, que disponibiliza agora atendimento especializado e humanizado em casos de violência contra a mulher.

“Peço para que a mesma polícia que facilitou a saída do agressor e para o delegado que arbitrou uma fiança de apenas R$ 4 mil para um empresário que ganha muito bem, agora que o procurem e achem ele,  permitindo que eu tenha um pouco de paz. Eu e qualquer mulher que esteja na mesma situação que me encontro”, disse ela, confessando também: ” [Tenho] Medo do meu caso ser mais uma demonstração pública de que o dinheiro e o poder falam mais alto em nosso país. Medo que as instituições em que confio, não consigam atingir sua finalidade, por qualquer que seja o motivo. (…) Eu não aceito que a Justiça falhe. Eu não aceito. As autoridades precisam me dar uma resposta”.

Relembre o caso

Após jantar com o seu ex-companheiro, Lúcio Genésio, Ludmila Ribeiro foi espancada por ele no sábado dia 11 . Próximo ao seu condomínio, no bairro Cohama, ele a expulsou do veículo, quebrou seu celular e foi embora. O encontro teria sido uma tentativa de reconciliação.

Esta foi a segunda agressão sofrida por ela pelo ex-companheiro. A primeira foi na cidade de Pinheiro, quando ela estava grávida.