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Desaparecimento de PMs completa um ano

Desaparecimento de PMs completa um ano

Nesta sexta-feira (17), completa um ano do desaparecimento dos policiais militares de Imperatriz lotados em Buriticupu, a 200 quilômetros de Imperatriz. Cabo Júlio César da Luz Pereira e o soldado Carlos Alberto Constantino Sousa, estão desaparecidos desde o dia 17 de novembro de 2016. Ainda não há esclarecimentos.

Após meses de angústia e sem nenhuma resposta, em maio, a família fez uma grande mobilização nas redes sociais, um apelo para que o caso fosse desvendado. Dias depois, foram presos em São Luís os policiais militares acusados de envolvimento no caso.

Dois policiais militares lotados no município de Buriticupu, Cabo Cézar e Soldado Alberto, desapareceram em Buriticupu em novembro de 2016, após saírem juntos em uma caminhonete L200 Triton preta, que seria de propriedade do soldado. Na época as forças da Segurança Pública da região se mobilizaram para localizar os dois militares, que teriam saído para uma missão desconhecida.

Entenda o caso

Os policiais sumiram no dia 17 de novembro de 2016, na cidade de Buriticupu. No dia que desapareceu, o soldado Alberto Sousa se apresentou às 8h na 14º Companhia Independente da Polícia Militar. Ele nem chegou a cumprir todo o expediente, pois pediu ao seu superior para sair mais cedo.

No dia seguinte, segundo a escala da polícia, o soldado estaria de plantão, mas não apareceu. Informações de testemunhas davam conta de que ainda na noite de quinta-feira (17) o soldado tinha sido visto em companhia do cabo Júlio César da Luz Pereira, que era lotado no município de Estreito, mas como estava de licença médica morava em Buriticupu.

O carro que estava sendo usado pela dupla, pertencente ao soldado Alberto Sousa, foi localizado dias depois do desaparecimento em um assentamento na zona rural do município. Depois disso, duas informações chegaram à polícia sobre corpos encontrados em Arame e Zé Doca, mas nada foi encontrado nas buscas.

Prisão e Habeas Corpus

No dia 30 de maio, foram detidos os suspeitos da autoria do assassinato policiais militares desaparecidos. Atendendo a pedido da delegada Nilmar da Gama Rocha, a Justiça Federal prendeu os acusados.

O Tribunal de Justiça do Maranhão acatou o pedido de habeas corpus da defesa do tenente da Polícia Militar, Josuel Alves de Aguiar, apontado como um dos três responsáveis do assassinato de dois policiais militares na cidade de Buriticupu, em novembro do ano passado.

Na decisão o desembargador José Ribamar Fróz Sobrinho alegou que não há provas para manter a prisão do tenente. Com a decisão, Josuel Alves fica proibido de manter contato com testemunhas do processo, de sair do Maranhão sem autorização judicial e também deverá se recolher à noite.