Home Polícia Polícia colherá depoimentos de familiares e vizinhos

Polícia colherá depoimentos de familiares e vizinhos

SÃO LUÍS – Começarão a ser colhidos depoimentos de vizinhos e familiares da menina Alanna Ludmila, de 10 anos, morta e estuprada pelo ex-padastro, Robert Serejo, que confessou o crime na tarde do último sábado (4). Com os novos depoimentos, que poderão ser colhidos ainda hoje (6), os investigadores buscam, agora, verificar a veracidade da versão apresentada pelo réu confesso de que ele teria praticado o crime sozinho.

A polícia também quer checar informações repassadas por Robert em depoimento e responder perguntas que permanecem em aberto, como quem deu cobertura para a fuga dele e onde ele ficou foragido durante o período em que foi procurado pela polícia.

A delegada Viviane Azambuja informou que a comissão que investiga o caso se reúne nesta segunda-feira (6) para avaliar o que foi conseguido do caso até agora, e que outros depoimentos poderão ser colhidos ao longo da semana. “É um trabalho intenso que não se encerra com a confissão do suspeito”, afirmou.

PRISÃO

Robert Serejo foi preso por um sargento da Polícia Militar enquanto tentava fugir de São Luís, por volta das 12h, em direção ao município de Chapadinha. Na van em que o assassino entrou também estavam a bordo, por coincidência, dois policiais militares, que o reconheceram e o conduziram até o posto da PM na Estiva.

Em seguida, um forte aparato policial escoltou Robert Serejo até uma viatura. Uma multidão com centenas de pessoas se concentraram na sede da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) , ameaçando linchar o assassino. O clima de insegurança levou os policiais a conduzirem o réu confesso, por volta de 13h30, para o comando da PM, onde o depoimento foi colhido.

DEPOIMENTO

Em depoimento à polícia, Robert Serejo contou que sabia que a mãe de Alanna, Jaciane Borges, iria se ausentar da casa para uma entrevista de emprego.

Com o conhecimento de que a criança estaria sozinha em casa durante horas, o assassino chegou se dirigiu à residência por volta das 9h30, quando bateu na janela e chamou por Alanna. Em seguida, o assassino pulou o muro e entrou pelos fundos, com uma cópia da chave.

 

Ao entrar na residência, Robert encontrou Alanna no banheiro, vestida com uma blusa e uma tolha. Segundo o depoimento, a menina ameaçou gritar, mas foi contida pelo assassino, que imediatamente tapou a boca da criança com as mãos. Depois de imobilizar a menina, Robert Serejo a estuprou e, em seguida, asfixiou.

MOTIVAÇÃO

O assassino disse à polícia que matou a criança porque ela implicava com ele e falava mal dele para a mãe, Jaciane. A irritação com a menina já havia chamado a atenção de parentes em situações anteriores.

LEIA MAIS: Vizinha conta como ajudou mãe de assassino a fugir da revolta de populares

“Eu perdoo todos que estão me julgando”, diz mãe de Alanna em vídeo

Feminicídio: Alanna foi morta por asfixia, após abuso sexual

Em entrevista ao Bom Dia Maranhão desta segunda-feira, a delegada Viviane Azambujo comentou o andamento das investigações. Confira: