Home Cultura Autor do livro “Eu me Chamo Antônio” fala sobre obras e redes sociais

Autor do livro “Eu me Chamo Antônio” fala sobre obras e redes sociais

Autor do livro “Eu me Chamo Antônio” fala sobre obras e redes sociais

“Uns plantam, outros colhem, mas onde estão os que cultivam amor?”, esse é o trecho do livro “Eu me Chamo Antônio”, do escritor Antônio Gabriel Anhorn, 32. Para escrever o verso simples e reflexivo, foi preciso apenas três coisas, um guardanapo, uma caneta e um banco para sentar.

A vontade de escrever surgiu na antiga colônia francesa de Chade, país no meio da África, onde o escritor passou sua infância. Gabriel Anhorn nasceu em N´Djamena, em 1984. É filho de mãe brasileira e pai suíço, mas foi alfabetizado em francês. Em 1996 chegou ao Brasil, e desde lá tem deixado sua marca.

Com três livros publicados, o primeiro “Eu me Chamo Antônio”, o segundo, “Segundo – Eu me Chamo Antônio”, e o terceiro “Ilustre e Poesia”, Gabriel, certamente encontrou uma forma diferente de se expressar. “Basicamente, os três livros são fotografias dos meus guardanapos que eu fazia em um balcão no bar do Rio de Janeiro. Com uma caneta, eu pegava o guardanapo em branco, escrevia versos, desenhos, fotografava e acabaram colocando nas redes sociais”, lembra o escritor.

Ele ainda conta de seu costume de andar sempre caderno, para escrever seus versos. Mas, certa vez, em 2012, ele acabou esquecendo e o único papel que tinha para escrever era o guardanapo do bar. “Peguei o guardanapo sem pretensão nenhuma, e comecei anotar umas ideias sem saber que se tornaria um livro futuramente”.

Antônio passou a acumular seus escritos em uma gaveta, até que se surpreendeu quando viu a quantidade que já havia guardado. “Uma hora eles iriam rasgar e perder a qualidade. Então decidi fotografar alguns e deixar em uma página na internet”, relata. Não demorou muito tempo para que os internautas percebessem a sensibilidade do escritor.  Hoje, sua página do Facebook já ultrapassa um milhão de curtidas.

“Eu comecei na internet, e o lado bom é você poder ter esse contato direto com o leitor. Sou eu que tomo conta das minhas redes sociais e que responde cada um. É muito importante para quem veio da rede social, estar presente em eventos literários, como o Salimp. Não é um projeto que ficou parado na internet, ele é vivo e funciona o mundo online e off-line”, explica o escritor.

Antônio Gabriel esteve em Imperatriz na última quinta-feira (2), no 15° Salão do Livro, o Salimp, para lançamento e divulgação de suas obras.