Home Política Oposição atrasou denúncia contra Temer por 8h; Maranhão será 16º a votar

Oposição atrasou denúncia contra Temer por 8h; Maranhão será 16º a votar

Oposição atrasou denúncia contra Temer por 8h; Maranhão será 16º a votar

A estratégia da oposição de não marcar presença na sessão plenária adiou em mais de oito horas o início da votação do pedido para que o presidente da República, Michel Temer, e ministros sejam processados por organização criminosa e obstrução de Justiça. A sessão começou às 9 horas e só teve a fase de votações iniciada por volta das 17 horas. Mesmo assim, o processo de obstrução ainda não foi encerrado completamente.

Os deputados favoráveis à investigação de Temer resolveram dar presença na sessão, mas recorrem ao tempo reservado à fala de líderes para adiar ainda mais a votação.

O Maranhão será o 16º estado a votar, logo após os deputados de São Paulo.  O primeiro maranhense será o 254º  deputado a falar. Weverton Rocha, líder do PDT,  será o 271º, o penúltimo do Maranhão.

O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), comemorou a estratégia. Segundo ele, o adiamento da votação mostra a união dos partidos contrários ao governo Michel Temer. Ele adiantou, no entanto, que a oposição talvez não tenha os 342 votos necessários para que Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria de Governo) sejam julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Os partidos de esquerda e progressistas saem hoje vitoriosos. É claro, é uma batalha, mas construímos um processo importante”, disse Guimarães.

O governo queria que fosse votado rapidamente para que as pessoas não tivessem tempo de acompanhar, ou pressionar o seu parlamentar, mas nós da oposição estamos trabalhando para que isso não aconteça”, explicou Weverton Rocha. Nesta tarde, ele defendeu ” Nós estamos falando de um comandante de um golpe. 95% da população está dizendo não ao Temer”.

Defesa

Durante todas as oito horas de sessão em que a oposição se absteve de participar do Plenário, os microfones foram dominados por deputados governistas, que atacaram a denúncia e defenderam Michel Temer e, especialmente, os resultados econômicos do governo.

Vice-líder do governo, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) criticou a oposição por não comparecer ao Plenário, acusando-a de “covarde”. Já o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) disse que as delações que foram base para a denúncia são mentirosas. Ele ressaltou que, após o término do mandato, Temer poderá se defender na Justiça.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) foi o único a defender em Plenário a autorização para que o STF abra o processo. “O apoio do PSDB ao governo é pelas reformas e esse apoio continua”, disse Macris. “Eu me posiciono favorável à investigação do presidente Michel Temer pelo STF, e é o Supremo que vai decidir, não esta Casa”, completou.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, chegou a pressionar o Plenário em defesa do quórum. Ele anunciou que estaria disposto a encerrar a sessão e adiar a votação do pedido de processo contra Temer para não prolongar a sessão indefinidamente à espera do número mínimo para o início das votações.