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IBGE segue coleta dados do Censo Agropecuário em São Luís e Raposa

IBGE segue coleta dados do Censo Agropecuário em São Luís e Raposa

As atividades do Censo Agropecuário 2017, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguem percorrendo os diversos municípios do Maranhão. Nesta quinta-feira, dia 5, parte da coleta de dados para a pesquisa aconteceu no bairro da Estiva, na zona rural de São Luís, onde é grande a presença de estabelecimentos agropecuários. As ações também se estenderam até o município de Raposa, localizado na ilha.

O bairro da Estiva é um dos mais afastados da região central da capital maranhense e o primeiro a que se tem acesso logo na chegada da capital maranhense, quando a via de entrada à cidade é a BR-135. É grande a presença de indústrias do local, da mesma como existem muitos estabelecimentos agropecuários na região.

E foi em um desses estabelecimentos que estava José Carlos Pompeu Silva, de 51 anos de idade.  O proprietário do local já estava ciente sobre a coleta de dados para o Censo Agropecuário e gentilmente repassou para o recenseador do IBGE Marcelo Santos todas as informações necessárias que são pedidas na pesquisa.

Entre a resposta de uma pergunta e outra, o simpático morador contava um pouco sobre a sua trajetória de vida e trabalho. Natural do estado de Pernambuco, Pompeu, como gosta de ser chamado, veio para o Maranhão em 1999 em busca de trabalho e há seis anos mantém a sua propriedade rural na Estiva.

Questionado sobre o que acha da vida no campo, ele respondeu que se sente bastante realizado. “É uma paz só. O problema são as muriçocas e maruins”, disse em meio a risos. “Mas eu gosto de mexer com a terra. Não tem coisa melhor”, enfatizou o produtor.

No município de Raposa, localizado na Região Metropolitana de São Luís, também ocorreu naquele dia a coleta de dados para o Censo Agropecuário. As atividades foram realizadas na comunidade de Itapeua-Cumbique.

Sigilo – Por lei, as informações prestadas ao IBGE no que diz respeito a uma determinada pesquisa são sigilosas. Nenhuma resposta será divulgada individualmente. Além disso, a lei garante também que essas informações não podem ser usadas para fins comerciais ou como prova em processo de qualquer natureza. As respostas individualizadas de cada entrevistado relacionadas ao questionário não são compartilhadas com outras instituições governamentais, empresas, entidades ou pessoas físicas. O acesso a esses dados é restrito aos profissionais do instituto que atuam na pesquisa.

O IBGE coleta informações apenas para fins estatísticos. Isso quer dizer que as respostas serão desidentificadas e combinadas com informações prestadas por outros milhares de domicílios ou empresas, de forma agregada, gerando o resultado final da pesquisa. Sendo assim, as informações não serão divulgadas de forma individualizada ou em qualquer formato que possa levar à identificação da pessoa que repassou as respostas.

Para tal, o IBGE dispõe de infraestrutura tecnológica avançada e segue padrões rígidos de segurança e controle de acesso às informações, em conformidade com o disposto em sua Política Institucional de Segurança da Informação e Comunicações (Posic) e com os Princípios Fundamentais das Estatísticas Oficiais.

Coleta – A coleta dos dados para o Censo Agropecuário segue até fevereiro de 2018 em todo o Brasil. No Maranhão, serão mais de 270 mil estabelecimentos agropecuários já cadastrados onde será feita a pesquisa. Durante a pesquisa, novos estabelecimentos podem fazer parte no censo e, por essa razão, apenas no final da atividade é que vai se ter um número exato de quantos estabelecimentos foram recenseados.

O objetivo do censo, que chega à sua 10ª edição, é mostrar a realidade da produção agropecuária brasileira, algo que não é amplamente realizado há 10 anos, quando ocorreu a última edição da pesquisa. O IBGE realiza outros levantamentos, como a Produção da Pecuária Municipal (PPM), a Produção Agrícola Municipal (PAM) e as Trimestrais da Agropecuária, contudo, o censo, é a única pesquisa que recolhe dados de todos os estabelecimentos produtores, além de servir como subsídio para as outras pesquisas. Por isso, tem a abrangência de um retrato do campo brasileiro.

Pretende-se obter informações sobre o total de estabelecimentos e o que produzem; a utilização de pessoal e mão de obra; caracterização do produtor; distribuição e uso de terras, entre outros dados do setor, referidos ao período de 1° de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017 para o Brasil, grandes regiões, unidades da federação, mesorregiões, microrregiões e municípios. A divulgação dos resultados preliminares está prevista para 2018.