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Maranhão deve ter 2ª maior alta do PIB no Brasil em 2018

Maranhão deve ter 2ª maior alta do PIB no Brasil em 2018

Um recente estudo do Santander mostra que a economia maranhense deve ter o segundo maior aumento entre todos os estados neste ano de 2017. O “Mapa da recuperação econômica” prevê que o PIB maranhense vai subir 3,1% no ano, abaixo apenas dos 5,1% de Goiás.

Segundo o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), houve uma expansão real de R$ 218,3 milhões nos investimentos públicos entre janeiro e junho deste ano. Isso equivale a uma alta de 26,1%.

Uma reportagem publicada no Valor Econômico de terça-feira (26) mostra que o total dos investimentos estaduais caiu 15,9% no primeiro semestre em todo o país, na comparação com o mesmo período do ano passado. Mas o Maranhão vive uma situação diferente. “Segundo os relatórios, os investimentos no Maranhão cresceram 17,9% de janeiro a junho contra igual período de 2016”, afirma o jornal.

Emprego

O Maranhão teve em agosto o quarto mês seguido de crescimento do emprego com carteira assinada. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram 1.734 vagas formais a mais no estado.

O número é maior do que o verificado em julho, quando foram gerados 1. 567 postos. Além disso, mesmo com a crise financeira no Brasil, o Maranhão conseguiu atingir saldo positivo no acumulado do ano.

O desempenho é melhor do que o conjunto do Nordeste, que ainda tem saldo negativo de janeiro a agosto de 2017, com perda de 62.139 vagas.

Saúde fiscal

Embora a crise financeira nacional já tenha tirado mais de R$ 1 bilhão do Maranhão em transferências federais, a saúde fiscal do estado é uma das melhores em todo o Brasil. Isso significa que há uma relação saudável entre gastos e despesas nos cofres públicos maranhenses.

De acordo com um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o Maranhão tem a segunda melhor situação fiscal entre todas as unidades federativas do país. Enquanto muitos Estados com arrecadação bem maior atrasam salários, o Maranhão vem pagando em dia os servidores.

Além disso, um relatório do Banco Central sobre a gestão de estados e municípios destacou o quadro positivo no Maranhão. O ranking do BC estabelece cinco faixas de avaliação de acordo com o risco de inadimplência.  O Maranhão aparece com a classificação que indica equilíbrio na gestão fiscal.

Porto do Itaqui

Um dos motores do crescimento maranhense desde 2015 tem sido o Porto do Itaqui. Ele vem se modernizando e vivendo um intenso ritmo de expansão. Atualmente, um terço do ICMS arrecadado no Maranhão passa pelo Porto do Itaqui.

Em 2015, o lucro do porto foi de R$ 43 milhões, mais de dez vezes o alcançado em 2014. Somando 2015 e 2016, o lucro passou de R$ 111 milhões, um recorde na história do Itaqui. São gerados mais de 14 mil empregos diretos e indiretos pelo empreendimento.

Mais de R$ 1 bilhão serão investidos no Porto do Itaqui nos próximos dois anos. O complexo movimentou neste ano mais de 5 milhões de toneladas de soja e bateu recorde histórico.

Além disso, neste mês o Porto do Itaqui inaugurou um inédito Centro de Controle Operacional (CCO), colocando o complexo numa nova fase de modernização. Também foi lançado o edital para a construção de um novo berço, que vai elevar a capacidade de movimentação do Itaqui.

Turismo

Outra importante fonte de renda é o turismo. A taxa de ocupação hoteleira no Maranhão durante o mês de julho foi a melhor dos últimos cinco anos no estado. O resultado contrasta com a redução média de 30% verificada no turismo nacional no mesmo período.

Carolina, na região da Chapada das Mesas, registrou 78% de taxa de ocupação hoteleira, com incremento também na quantidade de dias de permanência dos visitantes. Em Barreirinhas, a taxa de ocupação chegou a 90% aos fins de semana e 73% nos demais dias.

Já em São Luís, 69% das vagas foram ocupadas, com destaque para o turismo de negócios, que chegou a 78% nos hotéis especializados em receber viajantes corporativos.

Importante indicador de aquecimento da economia, o número de viajantes que foram a São Luís para fazer negócios alcançou 78% das vagas disponíveis em hotéis especializados no mês de julho, mesmo num período de alta temporada e de férias