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Audiência pública discute situação de vendedores ambulantes

Audiência pública discute situação de vendedores ambulantes

Na manhã desta quarta-feira (6), uma audiência pública Câmara de Vereadores discutiu a situação de vendedores ambulantes em Imperatriz. Os ambulantes pedem a intervenção dos vereadores para uma abertura de diálogo com a Prefeitura. Muitos afirmam que foram expulsos do local onde trabalhavam, desde o início da gestão do prefeito Assis Ramos.

“Querem mandar a gente para o camelódromo, mas estamos dizendo que não vamos. Queremos uma estrutura adequada, pra gente vender nossa mercadoria. Ali (camelódromo), todo mundo já sabe que colocaram uma vez pra lá e não deu certo, todos os vendedores voltaram para avenida porque não estava vendendo”, afirmou a vendedora de confecção, Rosemar Conceição.

Os vendedores ambulantes e comerciantes que expõem mercadorias em vários pontos de Imperatriz foram notificados pela Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil. Essa ação começou pelo canteiro da BR-010 e percorreu as principais ruas da cidade.

Na intervenção da avenida Bernardo Sayão, por exemplo, foram 40 notificações feitas pela Defesa Civil, escritas a vendedores ambulantes e comerciantes, que “obstruíam” a via com mercadorias e engenhos.

O ambulante Francisco Milton, que vende cachorro quente no Calçadão, centro da cidade, esteve presente na audiência. Ele resistiu à notificação.

“Se tirar a gente daquele movimento vamos vender pra quem? O que é que tem dentro daquele camelódromo? Nós precisamos trabalhar e vender nossas mercadorias”, diz Milton.

“Tem que ter uma solução pra nós. Não podemos sair assim de qualquer jeito. Também somos seres humanos, pagamos impostos e também temos as nossas contas pra pagar, nossos compromissos. Se isso sair de vez o que nós vamos fazer?”, disse outra ambulante.

O vereador Ricardo Seidel (Rede), também esteve na audiência. Segundo ele, os vendedores ambulantes tiveram um dia para obedeceram as notificações, mas não houve um planejamento para comportar os trabalhadores.

“Eles tiveram 24 horas para deixarem o local, porém, não foi dado o local de imediato. O camelódromo ainda será estruturado. Não existe um planejamento, e os ambulantes querem saber, porque estão preocupados com a situação econômica que eles estão e que vai ficar caso o planejamento não seja adequado”, disse o vereador.