Home Maranhão Imperatriz Moradores da Vila Jackson Lago realizam protesto em frente ao fórum da cidade

Moradores da Vila Jackson Lago realizam protesto em frente ao fórum da cidade

Moradores da Vila Jackson Lago realizam protesto em frente ao fórum da cidade

Na manhã desta segunda-feira (21), moradores da Vila Jackson Lago (bairro Bom Jesus), reuniram-se na frente do fórum de Imperatriz, em protesto contra a liminar de reintegração de posse.

Ao mesmo tempo em que ocorria a manifestação, uma audiência acontecia no fórum, entre o presidente da associação dos moradores da vila, Juracy Andrade, e o juiz José Serra, responsável pela liminar. Segundo Andrade, o juiz foi irredutível e a reintegração acontece na terça-feira (22). Outras entidades também estiveram presentes na audiência, como a Promotoria dos Direitos Humanos, Secretaria Judiciária e vereadores.

A audiência começou por volta das 9h e encerrou às 10h20. “Nada foi decidido. O juiz é implacável e não quer resolver a situação de ninguém e foi mantida a reintegração de posse. Para ele (o juiz), não tem outro jeito”, disse Andrade.

Diante deste cenário, mesmo com a reintegração com data marcada, os moradores afirmam resistência em defesa do direito à moradia, que é constitucional.

De acordo com o presidente da associação, existem dois recursos de instrumento a serem julgados em São Luís pelos desembargadores, e o juiz não quer esperar o julgamento. “Ele quer, de qualquer forma, passar por cima e desmanchar as casas dos moradores. Nós não temos garantia se as pessoas vão ser alocadas em outro lugar, simplesmente serão jogadas nas ruas”, disse ele.

As empresas, que supostamente são donas da área ocupada, não comprovaram serem proprietárias legítimas. “Nós já provamos no próprio processo que as empresas fraudaram a documentação, mas, ainda assim, o juiz não vê isso, ele nunca se manifestou acima dessa situação”, disse ainda Juracy Andrade.

Com a reintegração, mais de mil e trezentas famílias que moram no local temem em perder suas casas, além disso, pelo menos cinco igrejas, das seis que foram construídas na vila, serão demolidas.