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Maranhense passa por procedimento inédito em hospital do Piauí

Maranhense passa por procedimento inédito em hospital do Piauí

Um maranhense de 17 anos que luta contra uma leucemia aguda passou por um procedimento no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Piauí. Ele fez uma embolização do baço. O procedimento foi realizado pelo cirurgião vascular Nilo Luiz, com a participação do médico residente Laurino Neto. O caso está sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar sob a coordenação da médica gastroenterologista, Jozelda Duarte.

O paciente tem a doença há 7 anos. Sua mãe conta que teve que se mudar para Teresina para tratar o filho, que já teve várias reincidências da doença. Ela relata que, em Teresina, foi possível descobrir o que o filho tinha e obter os melhores meios de tratá-lo. Com muita fé, D. Rosenir espera que o filho melhore, para poder voltar à escola.

Segundo a médica, Jozelda Duarte, que acompanha o caso, trata-se de um paciente com cirrose hepática sem causa definida, evoluindo com destruição das séries sanguíneas em decorrência do baço aumentado.

“Este jovem sofre também de leucemia aguda e não estava conseguindo realizar quimioterapia, pois o baço ‘destruía’ as células sanguíneas e agravava, ainda mais, a sua condição. Assim que recebi o reencaminhamento para avaliar a retirada do baço por cirurgia convencional, discutirmos em equipe com a cirurgia vascular, então optamos por um procedimento menos invasivo”, explica a médica.

O cirurgião vascular que realizou a intervenção, Nilo Luiz, relata que o paciente necessitava fazer uma esplenectomia (retirada cirúrgica do baço). Porém o mesmo não tinha condições clínicas para tal procedimento, pois estava anêmico e com as plaquetas muito abaixo do normal (necessárias para a coagulação).

“Devido a esse alto risco cirúrgico, optamos pela embolização do baço. Realizamos então o acesso guiado por ultrassom pela artéria femoral (localizada na virilha) e, através dela, subimos um cateter até a artéria esplênica onde foram seletivados os ramos que irriga o baço e injetadas partículas para causar isquemia do órgão”, descreve o cirurgião.

Segundo Nilo Luiz, “já no pós-operatório foi constatada uma melhora do paciente, com aumento do número de plaquetas e uma redução da anemia”, explica o cirurgião.

A gastroenterologista Jozelda Duarte faz uma análise do sucesso do procedimento e diz que o mesmo deve-se, principalmente, a interação das clínicas. “O trabalho em equipe e multidisciplinar foi fundamental para obter o melhor resultado para o paciente”, destaca a médica.

Cidadeverde.com