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Exposição e oficina de artista plástica carioca movimentam Galeria Trapiche

Exposição e oficina de artista plástica carioca movimentam Galeria Trapiche
A artista plástica Mozileide Neri (RJ) traz a São Luís a exposição “Inquietude Suspensa” em cartaz na Galeria Trapiche Santo Ângelo, até o dia 3 de setembro.

Na sexta-feira (4), a artista ministrou a oficina “O que é Monotipia”, das 9h às 12h e das 14h às 17h, também na Galeria, que fica localizada na Avenida Vitorino Freire, na Praia Grande, em frente ao Terminal de Integração.

A exposição apresenta uma série de 15 obras, produzidas de 2012 a 2017, utilizando o tecido como suporte e as técnicas de gravura (monotipia), carimbo, estamparia manual e pintura. Com classificação indicativa livre, a mostra tem duas obras que foram produzidas especialmente para a experiência tátil de visitantes, com ou sem deficiência visual.

O projeto tem o intuito de evidenciar o resgate da memória e sensibilidade criativa nos processos manuais de estamparia de tecidos. O processo criativo utilizou várias matrizes de tamanhos e materiais diversos, que após ser pintada, foi carimbada sobre vários tipos de tecidos, naturais e sintéticos.

Desde 2012 a exposição circula pelo Brasil e já foi exposta em todas as regiões do país. Por ser abstrata, Neri acredita que o seu trabalho apresenta as cores e tem um movimento de linhas e de espaço dentro do tecido que lhe agrada e faz com que o espectador se entregue e tente descobrir o que a obra quer dizer para além do título, são obras inquietas procurando serem lidas pelos espectadores.

Quanto à comercialização, os interessados em comprar as obras precisam esperar o térmico do circuito de exposição, que normalmente acontece em dezembro. “Após o negócio feito, o cliente fica livre para fazer o que quiser da obra. Muitos colocam moldura, outras pessoas já fizeram até vestido”, destaca a artista.

Neri aponta que o mercado hoje está voltado para as esculturas e instalações, que são obras grandes com uma estrutura muitas vezes eletrônica ou de montagem muito difícil, com foco no inusitado, no impossível. Além disso, o mercado muito se interessa em quem é o artista, se já expôs suas obras fora do Brasil ou até mesmo se é representado por galeria. Ela explica que é uma artista independente que faz exposições por meio de editais ou convites.

OFICINA

A artista plástica Mozileide Neri facilitou a oficina “O que é monotipia?”, na sexta-feira (4), em duas turmas, das 9h às 12h e das 14h às 17h, na Galeria Trapiche Santo Ângelo. A oficina teve como proposta aproximar o participante da técnica da monotipia e da arte contemporânea. Os participantes usaram tinta guache em matrizes de acetato e isopor, fazendo monotipias em papel sulfite.

“A oficina é aquele momento em que a gente fica muito mais íntimo da técnica. Os participantes produziram, se deixaram influenciar pela técnica, tinta e pincel. Não tiveram aquele medo de fazer. Pelo contrário, fizeram e fizeram super bem. Eu compraria pelo menos uma monotipia de cada um deles”, brinca a artista plástica.

A ARTISTA

Bio Mozileide Neri vive e trabalha no Rio de Janeiro. É poetisa, contista, cronista e artista plástica. Graduada em Produção Cultural e pós-graduada em Linguagens Artísticas, Cultura e Educação, ambos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. É editora e designer do periódico trimestral sobre literatura, fotografia e arte chamado “Labirinto Literário”. Desde dezembro de 2012, Mozileide Neri participa de coletivas e individuais por todas as regiões brasileiras através de editais de arte.

A artista plástica tem quatro projetos expositivos circulando por todo o país: monotipias sobre tecido (projeto “Inquietude suspensa”); livros-objeto (projeto “Palavras fechadas”), pintura e graffiti sobre muros urbanos e paredes de galerias de arte (projeto “Delicado abismo da desconstrução”) e pintura sobre madeirite (projeto “O peso das vogais longas”).