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Qual diferença o dólar faz na vida do maranhense?

Qual diferença o dólar faz na vida do maranhense?

É comum de se ver nos noticiários atualizações sobre a variação do dólar. Índices que sobem, índices que caem, valores que mudam. Mas, no final das contas, qual diferença isso faz na rotina do maranhense? Conversamos com o economista Bosco Reis, da Faculdade Estácio São Luís, para explicar como os brasileiros podem sentir essa variação no dia a dia.

O primeiro passo é entender a influência do dólar na economia global. “A grosso modo, o dólar é forte porque quem imprime o dólar é o Estados Unidos, que é a maior economia do mundo e uma super potência. Isso dá credibilidade para a moeda. Então, qualquer país que queira fazer uma reserva de valor, transações internacionais, procura uma moeda de referência. É por conta da credibilidade do país”, explica.

Segundo Bosco, se o país apresentar crescimento econômico, credibilidade, estabilidade econômico e política, existe uma chance maior de haver uma entrada de dólares no Brasil para fazer investimentos, compra de ações, etc. Essa entrada da moeda americana no país valoriza o real, vez que os investimentos feitos no país precisam ser feitos com a moeda nacional. Logo, os investidores precisam comprar o real. “Então, o que acontece é de aumentar a quantidade de dólar no país e diminuir a quantidade de real circulando, porque precisam usar dólar para comprar o real. Isso faz o preço do real aumentar e do dólar cair”, sintetiza o professor de economia da Estácio São Luís.

Em São Luís, o mercado de exportação gira em torno de alumínio, minério de ferro e grãos, porém esses mercados são insensíveis à variação do dólar, vez que não dependem da moeda americana. “Portanto, em resumo, os efeitos do dólar mais caro são sentidos em São Luís como no resto do país: na prateleira, todos os produtos vão ficar mais caros. Uma vantagem para São Luís, nesse caso, seria nas exportações. Porém, não exportamos produtos que sejam sensíveis ao dólar. Quando o dólar está mais barato, é possível trazer mais produtos de fora para cá, baratear o custo dos insumos de produção e a inflação cai, todo mundo sente, a gente consegue viajar mais, por exemplo”, resume Bosco.