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Em São Luís, 148 crimes cibernéticos foram registrados no primeiro semestre

Em São Luís, 148 crimes cibernéticos foram registrados no primeiro semestre

Apenas no primeiro semestre de 2017, 148 crimes cibernéticos foram registrados, em São Luís, de acordo com dados da Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos da Secretaria Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Além da divulgação de fotos e vídeos íntimos obtidos por meio da invasão de contas pessoais, outros crimes ocorridos na esfera virtual causam efeitos reais no mundo físico. Em entrevista ao Bom Dia Maranhão desta sexta-feira (21), o delegado Odilardo Muniz falou sobre os casos.

“Invasão em contas bancárias por meio de aplicativos baixados no celular, quase sempre de origem duvidosa, é um crime muito comum”, explica o delegado.

Muniz destaca que uma das razões para o aumento no número de registros deste tipo de crime nos últimos meses deve-se ao aumento proporcional de pessoas com acesso à internet.

Ele também faz um alerta: “quem acessa contas bancárias no notebook ou celular precisa saber que não pode acessar nem sites de jogos, nem sites de pornografia”, salienta.

De acordo com o delegado, esses sites modificam configurações do navegador e firewall, o que pode facilitar a atuação dos chamados malwares – software malicioso que se instala nos aparelhos para obter informações do usuário.

SÃO LUÍS

Em relação aos casos registrados em São Luís, uma das principais ocorrências dizem respeito ao pagamento de falsos boletos – gerados no computador do usuário, que, muitas vezes, já está infectado.

Clonagem de cartão de crédito, invasão de contas bancárias e difamação também foram outros tipos de crime registrados na delegacia.

ANONIMATO

Para quem pensa que a internet pode proporcionar anonimato, o delegado adverte que não é bem assim. “Informações do próprio computador do usuário nos ajudam a localizá-lo, como casos em que prendemos homens que assediavam mulheres e crianças em redes sociais”, explica.

Quem compartilha conteúdos criminosos como vídeos pornográficos com crianças também comete crime. “Quem compartilha conteúdo deste tipo com crianças e adolescentes se enquadra em um tipo penal, destacado no Estatuto da Criança e do Adolescente”, disse.

Confira a entrevista completa abaixo: