Home Política CCJ encerra votação de denúncia contra Temer

CCJ encerra votação de denúncia contra Temer

CCJ encerra votação de denúncia contra Temer

Em nova votação (41 a 24 votos e uma abstenção), a Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados confirmou, nesta quinta-feira (13), posicionamento contrário à continuidade da investigação da denúncia por crime de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer. O primeiro relatório, do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), favorável à investigação, já havia sido rejeitado. Nesta primeira votação, os quatro deputados maranhenses  que integram a Comissão de Constituição e Justiça estiveram responsáveis por analisar hoje (13) a denúncia contra o presidente Temer, na Câmara Federal, em Brasília.  Os deputados maranhenses mantiveram suas posições. Dessa vez, os  deputados Cleber Verde (PRB), Hildo Rocha (PMDB) e Juscelino Filho (DEM) votaram a favor do arquivamento, enquanto Rubens Pereira Junior (PC do B) votou contra.

Por maioria dos votos, a bancada maranhense se manifestou contra a admissibilidade da denúncia. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara rejeitou o parecer que pedia a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer. Por 40 votos a 25, os membros do colegiado derrubaram o relatório de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que autorizava o prosseguimento da acusação pelo crime de corrupção passiva perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Foi registrada uma abstenção.

O novo relator do caso, deputado Paulo Abi-Akel (PSDB-MG), considerou que não há provas que justifiquem processo contra Temer neste momento. Seria necessária a autorização da Câmara para que o Supremo Tribunal Federal possa investigar o presidente.

Esse parecer aprovado hoje pela CCJ ainda deve ser votado em Plenário, onde somente o voto contrário de 342 deputados poderia derrubar essa recomendação e dar autorização para investigar Temer. Essa votação só deve ocorrer em agosto, possivelmente no dia 2, uma vez que não há tempo hábil para que isso ocorra antes do recesso parlamentar, que começará segunda-feira (17).

Foram 14 horas de discussão ontem, e 10 horas hoje, para concluir o processo.