Home Polícia Irmã de jovem morta por tenente descreve últimos momentos da vítima

Irmã de jovem morta por tenente descreve últimos momentos da vítima

Irmã de jovem morta por tenente descreve últimos momentos da vítima

Ilana Lima Barbosa, irmã da jovem Iarla Lima Barbosa, morta pelo namorado, o tenente do Exército José Ricardo da Silva Neto, quebrou o silêncio e descreveu os últimos momentos da irmã antes de ser assassinada. Ela estava no carro onde a irmã foi assassinada a quatro tiros e, acompanhada com uma amiga, também foi atingida por um tiro de raspão.

“Eu sempre penso que a minha irmã está em algum lugar e ela vai voltar. Eu não consigo entender. Eu não acredito em nenhum momento que ela não está mais aqui. É muito difícil principalmente quando chega a noite porquê a gente dormia juntas e quando eu fico algum tempo só, aí que eu me dou conta que ela não está mais aqui”, desabafa a jovem emocionada, que diz não entender o motivo para o ataque de fúria do tenente que assassinou a sua irmã na noite do dia 19 de junho.

“Eu não sei nem explicar, porquê ele estava aparentemente normal. O único momento que ele alterou a voz foi no carro, mas até o momento em que ele entrou no carro ele estava normal. Eles foram de mãos dadas, ele foi beijando ela e estava tudo muito normal. Ele chamou minha irmã e falou que estava  passando mal e depois ela me chamou e falou que íamos embora por isso. Foi aí que decidimos, fomos pagar a conta e saímos”, descreve Ilana.

A jovem acrescenta que já conhecia o rapaz, mas que não imaginava que ele tivesse um comportamento agressivo, já que só sua irmã saía com ele. “Eu vi ele poucas vezes. Sempre que eu via ele em alguma festa estavam todos dançando e bebendo e só. Nunca imaginei que ele fosse violento”, completa.

Ao entrar no carro, Ilana conta que José alterou a voz e começou a questionar sua irmã, sobre o comportamento da moça na festa. Com ciúmes, ele questionava a namorada por ela ter dançado com outras pessoas na festa. “Ele perguntava se ela achava que ele era criança e ela com toda calma respondia que ele não era criança. Aí ele falou ‘você acha que eu não vi você dançando com todo mundo?’. Só foi isso. Logo em seguida ele pegou a arma e começou a efetuar os disparos. Ela não chegou nem a questionar ele já começou logo a fazer os disparos. Primeiro nela e depois ele virou para trás e começou a efetuar onde eu estava com a minha amiga”, completa a jovem.

Arma

Ilana conta que sua irmã sabia que o tenente andava armado e que já havia comentado que ele saía com a arma. Ela completa que não passava pela sua cabeça a possibilidade dele usá-la contra elas. A jovem comenta ainda que o tenente havia bebido mas não estava bêbado e que sua irmã pediu para que ele não atirasse. “A Iarla já tinha comentado comigo que ele sempre andava armado mas eu nunca imaginei que naquele momento ele fosse pegar a arma. Tanto que eu nem cheguei a ver a arma. A Iarla que se assustou e quando ela se assustou eu olhei em seguida e ele efetuou os disparos, mas em nenhum momento eu percebi nenhuma reação diferente nem que ia pegar a arma. Ele bebeu um pouco, mas não estava bêbado ao ponto de não saber o que estava fazendo, até porquê saímos normalmente. Eles não discutiram. Ela ainda botou a mão na frente da arma e pediu que ele não fizesse isso”, descreveu.

Em seguida o tenente virou para o banco de trás e disparou contra ela e uma amiga que estava com elas no bar. “Ele virou e começou a atirar e eu não sabia o que estava acontecendo. Do jeito que ela caiu ela ficou. Ele estava dando a ré pra sair do local e quando vi que minha irmã não esboçava nenhuma reação. Foi quando eu entrei em desespero. Eu nem vi que eu estava baleada. Eu não senti e fiquei preocupada se tinha acontecido alguma coisa com ela. Foi o momento que eu saí do carro e ele foi pro apartamento dele onde acharam o corpo dela no carro já sem vida. Ele não falava nada. Só atirava”, completa.

A irmã chegou a acreditar que a jovem tivesse fingido a morte para se salvar, pois não esboçava nenhuma reação.

Amiga

A amiga de Ilana, Joseane que estava no carro também foi  atingida por dois tiros. Ela conseguiu se recuperar, mas ainda tem um ferimento no braço. A jovem reforça que o clima de harmonia entre o casal momentos antes do crime, afirmando que a primeira mudança de humor do tenente foi com flanelinhas, quando o grupo se preparava para ir embora. “Depois que ele teve contato com os flanelinhas, pelo que eu entendi na hora ele falou que já bastava aquele valor para os dois já de forma alterada e nesse momento ele já foi se virando pra ela e brigando. Como ele falou que estava passando mal, perguntamos se ele não queria tomar uma água e dar um tempo. E ele já foi perguntando se ela achava que ele era criança e atirando. Eu só ouvi o barulho e vi faísca. Não sabia que era tiro porquê não sabia que ele era militar. Muito menos que andava armado, e não tinha motivo. Eu não sabia que eu tinha sido atingida e só tive noção quando eu voltei pra onde a gente estava e me socorreram”, contou

Emocionada, Ilana chora a falta da irmã. A jovem diz não conseguir descrever o que sente ao lembrar do rapaz, mas tem convicção ao afirmar que espera Justiça. “Eu quero Justiça. Ele tem que pagar. Minha irmã nunca vai voltar e ele tem que pagar por isso”, aponta.

Com informações de Cidadeverde.com

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