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Candidatos fazem fila por vaga de emprego, em Imperatriz

Candidatos fazem fila por vaga de emprego, em Imperatriz

IMPERATRIZ – Centenas de pessoas formaram uma grande fila logo nesta segunda-feira (26), em frente ao Sistema Nacional de Emprego (Sine), localizado na rua Maranhão, no Centro.  Após a divulgação das 16 vagas disponíveis para montador de andaime, o local do Sine começou a ser ocupado desde as 22h do domingo (25).

Todos os dias de manhã, na porta da agência do Sine forma uma fila de pessoas em busca de uma oportunidade de trabalho. Os trabalhadores consultam (e esperam) as vagas de emprego divulgadas pela agência de trabalho.

José de Ribamar está desempregado há dois meses, ele conta que a espera para conseguir um emprego é grande, mas já está sem esperanças. “Tem que dia que tem mais gente do que hoje, e a conversa de cada um é que não tem vaga pra ninguém. O pessoal daqui de fora são só vigias, porque nunca conseguimos um emprego”, lamenta.

Já o Pedro Ferreira, desempregado há mais de três anos, conta que costumava se sustentar fazendo bicos, mas atualmente a situação não é animadora. “Agora que estou sem fazer bico, procuro um trabalho com carteira assinada e não tem”, diz ele.

O Sine atende principalmente trabalhadores em situação de desemprego, que podem buscar uma oportunidade de recolocação no mercado de trabalho, nesses centros. O serviço atende também os empregadores, que gratuitamente podem divulgar suas vagas de trabalho, e obter candidatos pré-selecionados.

Índices de desemprego

O desemprego subiu para 13,2% no trimestre de dezembro a fevereiro, segundo dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa Pnad Contínua. A alta em relação ao trimestre anterior é de 1,3 ponto percentual e de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano passado. De acordo com o IBGE, essa foi a maior taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.

A taxa de desocupação no Maranhão atingiu 13% e superou a média nacional que alcançou 11,5% – a maior medida pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios desde que foi iniciada em 2012.  Os dados mostram que milhares de maranhenses perderam a fonte de renda nos últimos três meses de 2016.

Em todo o ano passado, 328 mil pessoas estavam procurando ocupação no Maranhão. Em 2015, eram 246 mil. Um aumento de 33,33%. Quase metade dos maranhenses que esperam ou esperavam por um emprego levaram de um mês a um ano para voltar ao mercado, segundo dados da pesquisa.