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Clínicas de hemodiálise podem suspender atendimento

Clínicas de hemodiálise podem suspender atendimento

As duas clínicas que realizam hemodiálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Imperatriz, estão há dois meses sem receber o repasse de convênio da Prefeitura. Com o atraso, as clínicas terão o funcionamento prejudicado. Cerca de 400 pacientes poderão ficar sem dar continuidade ao tratamento. O valor já passa de dois milhões de reais.

A CDR- Clínica de Doenças Renais e a CNI- Clínica de Nefrologia de Imperatriz, estão desde abril sem receber o repasse do convênio da prefeitura, assim, estão impossibilitados de pagar os seus servidores e fazer a manutenção da clínica.

De acordo com o médico nefrologista da clínica, Paulo Zittlau, o repasse referente ao mês de abril e maio já foram enviados para a Prefeitura, mas até agora, não chegou nas clínicas.

“Não conseguimos trabalhar dessa forma. Tem sido uma constante falta de pagamento por parte do poder público e isso causa uma insegurança a toda a empresa, administração e aos pacientes. Nós temos a obrigação de dar aos nossos pacientes um atendimento digno à eles. Só que nós também temos o direito de receber por esse tratamento prestado. O Ministério da Saúde já repassou os valores dos dois meses (abril e maio) para a Prefeitura e até o momento esse dinheiro não foi repassado às clínicas de Imperatriz”.

Só na área de enfermagem, são mais de 100 funcionários, além da equipe de oito médicos. A clínica possui uma estrutura complexa, e caso não receba os recursos, terão problemas de manutenção, como as das 46 máquinas que são responsáveis pelo tratamento dos pacientes.

O paciente Adailton Alves faz hemodiálise há três anos. Ele conta que três vezes por semana vai para a Clínica dar continuidade ao tratamento e comenta a situação:

“A gente fica preocupado, porque se passar mais de uma ou duas sessões, o corpo já começar a inchar, com falta de ar. É muito preocupante”, lamenta o paciente.

O tratamento

Hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina.

As sessões de hemodiálise são feitas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais, e são realizadas de três à quatro dias por semana.

“Se a gente ficar sem dialisar é a morte pra todos que fazem, porque são três vezes por semana. Quando falta um dia de diálise já se sente mal, imagina se parar?”, indagou a paciente Eliane Moreira, que faz tratamento há mais de três anos.

Foi solicitada nota à prefeitura sobre a situação, mas até agora não obteve resposta.