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Maranhenses levam robô para dançar Bumba Meu Boi no Japão

Maranhenses levam robô para dançar Bumba Meu Boi no Japão

Um robô dançando o Bumba Meu Boi no Japão. Essa é a façanha que dois alunos do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) de Pindaré Mirim vão mostrar entre os dias 27 e 30 de julho durante a competição mundial de robótica Robocup, na cidade de Nagoya.

“É uma responsabilidade muito grande representar o Brasil nessa competição internacional, mas a gente espera conseguir a melhor posição possível”, diz Alef Araújo Bispo, 15 anos, aluno da unidade plena do Iema. Ele faz dupla com o colega Miguel Arcângelo Andrade Neto, 16 anos.

A competição é considerada a ‘Olimpíada da Robótica’. A vaga para os dois representarem o Brasil veio após vencerem o torneio Robô Party 2017 na categoria ‘Melhor Equipe Estrangeira’, em Guimarães, Portugal, em março deste ano.

Na trajetória dos estudantes, também estão torneios em João Pessoa, Rio de Janeiro, São Luís e Pindaré Mirim, onde fizeram boas pontuações e colecionaram prêmios, mesmo tendo iniciado os estudos de robótica há apenas um ano.

“Estou a mil porque o Japão é um dos maiores expoentes da robótica. A gente está se empenhando com toda a força e toda a garra para trazer mais esse troféu”, diz Miguel Arcângelo sobre a expectativa de participar do maior evento de inteligência artificial do mundo.

Novos desafios

A cada competição, o nível de dificuldade aumenta. “No Japão, vamos montar e operar um tipo diferente de robô, o Nanotec, que é mais avançado”, conta Alef. “Em Portugal, já tivemos nossos conhecimentos testados porque foi quando tivemos o primeiro contato com robô do tipo Arduino e saímos vitoriosos”, completa o estudante.

Nas competições internacionais, se comunicar em outra língua também é um desafio que a dupla de competidores não teme. “Dominamos um pouco de inglês, então a barreira da linguagem não vai ser tão grande”, afirma Alef.

Para Miguel Arcângelo, conhecer outras culturas é um ganho adicional da participação em tantos torneios. “A robótica trouxe muitas experiências, conheci outros estados, novas culturas. Espero que a robótica continue, não pare e faça parte de todas as escolas”, diz.

Conhecimento aplicado

Segundo o coordenador de Práticas Experimentais da Rede Iema, Fábio Aurélio Nascimento Costa, a robótica educacional é uma forma criativa de ensinar, na prática, disciplinas de exatas, como matemática e física. “Alunos que tinham médias entre 5 e 6 nessas matérias, no ensino fundamental, quando ingressaram na robótica no ensino médio elevaram suas médias para 9 e 10”, afirma.

A rápida evolução dos alunos empolga o professor, que explica a escolha para o torneio no Japão. “Vamos levar um robô que vai dançar o Bumba-Meu-Boi porque é uma forma de levar a nossa cultura para o maior evento de robótica do mundo”, detalha.

Reconhecimento internacional

“Ficamos muito felizes com esse resultado, sobretudo porque é um reconhecimento de uma instância isenta e internacional que olha para nossos alunos e diz: ‘vocês são muito bons’”, afirma o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada.

De acordo com o secretário, a inclusão da robótica educacional na grade curricular do Iema é pautada em pesquisas que comprovam efeitos no desenvolvimento da autoestima dos estudantes e na melhoria da aprendizagem.

“A tendência é que essas conquistas se consolidem porque já temos uma coordenação de robótica atuando nas sete unidades plenas, e o mesmo se dará nas novas unidades”, conclui Almada.