Home Cultura Cinema “Divinas Diva” tem pré-estreia no 40º Festival Guarnicê

“Divinas Diva” tem pré-estreia no 40º Festival Guarnicê

“Divinas Diva” tem pré-estreia no 40º Festival Guarnicê

O documentário “Divinas Divas”, dirigido pela atriz Leandra Leal, terá sua pré-estreia neste sábado (10) em São Luís como parte da programação de encerramento do 40º Guarnicê Festival de Cinema. A exibição acontece às 17h no Teatro Alcione Nazareth, no centro de Criatividade Odylo Costa, filho. Às 19h será realizada a cerimônia de encerramento do Guarnicê, que neste ano teve nove dias de extensa programação.

O longa, que chega aos cinemas brasileiros ainda esse mês, marca a estreia de Leandra na direção. O documentário conta a luta da primeira geração de travestis brasileiros, como Rogéria, Jane Di Castro e Waléria, que estará em São Luís para acompanhar a exibição do filme.

“Divinas Divas” já fora eleito o melhor filme na categoria do voto popular no Festival do Rio e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro, de João Pessoa e em março foi anunciado como o vencedor da categoria melhor filme na categoria de votação popular do festival South by Southwest (SXSW), nos Estados Unidos.

Ficha técnica e sinopse

As Divinas Divas são ícones da primeira geração de artistas travestis no Brasil dos anos 1960. Um dos primeiros palcos a abrigar homens vestidos de mulher foi o Teatro Rival, dirigido por Américo Leal, avô da diretora. O filme traz para a cena a intimidade, o talento e as histórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.

40º Festival Guarnicê de Cinema 

O encerramento do 40º Guarnicê Festival de Cinema terá lugar hoje (10), a partir das 19h, no Teatro Alcione Nazareth, quando serão conhecidos os vencedores da edição deste ano. Foram nove dias intenso de vasta programação com a realização de oficinas, mostras competitivas e não competitivas, bate-papo, lançamentos, exposições entre outras atividades do segmento cinematográfico. Dos quase 400 filmes inscritos, 37 filmes foram selecionados para competirem, entre seis longas e 18 curtas nacionais e 13 produções maranhenses.

Com patrocínio do Mateus e do Governo do Maranhão/Sectur, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o Festival é uma promoção é da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (Dac/Proexce). Aberto ao público, o Guarnicê tem apoio do Banco do Nordeste, Fundação Sousândrade, Universidade FM e TV UFMA, Academia Internacional de Cinema (AIC), Prefeitura de São Luís, Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão e Rock Filmes.

Um dos favoritos a receber boa quantidade de premiações do festival é o Lamparina da Aurora, de Frederico Machado – “O Guarnicê proporcionou minha estreia no Maranhão, foi o primeiro festival em que competi, em 1997 [Litania da Velha], foi o primeiro em que fui júri, o primeiro em que fiz curadoria, em que fiz debate…”, discursou um emocionado Frederico. E foi provavelmente por conta do carinho e respeito pelo filho talentoso da terra que ninguém arredou pé antes dos créditos finais – a inacessibilidade do longa provocou a debandada de espectadores no Festival de Tiradentes, relatou nosso representante à época. Eleito o melhor longa da mostra Olhos Livres do festival mineiro, o suspense envolve um casal de idosos, um forasteiro que parece filho, demônio e passado, e a natureza que cerca a morada dos protagonistas. Todo mundo morre e todo mundo volta nesta balada de leite e sangue (sexo e perigo) recheada de planos de cabeças e pés, totalmente onírica. Ninguém fala, cenas se repetem e poemas do falecido Nauro Machado, pai do realizador, são usados como supostos “nortes” da incompreensível trama. Apesar de tudo (tanto que resulta em nada), Buda Lira e Vera Leite despontam como favoritos aos prêmios de atuação e a incrível fotografia do próprio Machado, que lembra Lavoura Arcaica, é a melhor da competição de longas até agora. Lamparina da Aurora será lançado nos cinemas em novembro.

Com informações de Joel Jacinto e Adoro Cinema*