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Semana do Catador é marcada por ações de conscientização

Semana do Catador é marcada por ações de conscientização

A Semana do Catador começa a partir de hoje (5), em Imperatriz. A ação é em referência ao Dia Nacional do Catador, que é comemorado no dia 7 de junho. Organizada pela Ascamari (Associação dos Catadores De Materiais Recicláveis de Imperatriz), a ação tem o objetivo de animar a formação da consciência ambiental, de modo especial na parte socioeconômica da Coleta Seletiva dos Resíduos Sólidos Urbanos.

Além disso, os envolvidos fazem a distribuição de folhetos sobre os resíduos sólidos nos pontos de coleta seletiva e aproveitam para recolher materiais recicláveis pelas redondezas.  Neste ano, as atividades serão descentralizadas por bairros.

Imagem: Beatriz Farias/MA 10

A Ascamari possui 13 pontos em que as pessoas podem entregar materiais recicláveis, nos bairros: Bacuri, Cafeteria, Caema, Nova Imperatriz, Parque Alvorada 2, Parque das Estrelas, Parque São José, Planalto, Recanto Universitário e Vila Fiquene.

“No passado, no meu tempo de roça, o nosso lixo era adubo. Hoje os lixos das grandes cidades são muito perigosos para a saúde de toda população. Por isso, o objetivo da Ascamari é ajudar na saúde da população. Não devemos também catar só pelo dinheiro, devemos conscientizar a mundo de que nós estamos no meio de uma montanha de lixo que nós geramos”, disse o presidente da Ascamari, Antônio Conceição.

Até o dia 10 de junho o grupo vai passar pelo bairro Cafeteira, Parque Alvorada, Caema e Bacuri, com a entrega de folhetos e mostrando como é desenvolvido o trabalho da associação.

Imagem: Beatriz Farias/MA 10

Dia Nacional do Catador

Dia Nacional de Luta dos Catadores de Materiais Recicláveis – No dia 7 de junho de 2001, três mil pessoas tomaram as ruas a Esplanada dos Ministérios em Brasília reivindicando os direitos dos catadores de materiais recicláveis.

O Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) surgiu em meios as lutas por um novo mundo mais justo e sustentável.

Segundo a própria classe, a categoria é historicamente excluída da sociedade e muitos catadores ainda sobrevivem de forma precária em lixões e nas ruas. Desde o surgimento do MNCR, ampliou-se a luta dos catadores por dignidade, considerando que o trabalho de coleta de materiais recicláveis significa garantir alimentação, moradia e condições mínimas de sobrevivência para uma parcela significativa da população brasileira.