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Festejo do Divino segue até o dia 4 de junho

Festejo do Divino segue até o dia 4 de junho

O festejo, de origem portuguesa, é uma tradição de mais de 400 anos, realizada na cidade maranhense sempre 50 dias após a Páscoa. O festejo começou na última quarta-feira (24) e até o dia 04 de junho Alcântara será palco de manifestações populares e religiosas, numa festa que mistura história, fé e tradição.

A festa acontece durante 12 dias enchendo as ruas antigas e os casarões de Alcântara de alegria e diversidade cultural, em especial pela peculiaridade que a distingue de outras festas, a presença marcante das caixeiras que tocam e cantam contagiando todas as pessoas que acompanham os rituais. Além das casas da corte e das missas na igreja matriz, um dos pontos altos da festa ocorre no salão nobre do Palácio Imperial de Alcântara, local onde é montado um altar para apresentação dos membros da corte.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, esteve na cidade para participar dos primeiros dias de festa.

“A maravilha da festa está justamente na simbologia de cada rito e na tradição. A comunidade toda se mobiliza para a festa, passando os ensinamentos para as próximas gerações. Vamos trabalhar para preservar e difundir esse maravilhoso patrimônio do Maranhão”, garantiu.

FESTA

No Maranhão, a cidade histórica de Alcântara abriga uma das maiores festas do Divino Espírito Santo. Com cortejos e rituais ricos em arte, roupas, canto, dança e culinária, a festa é acima de tudo uma experiência de resistência e força da comunidade.

As caixeiras constituem elemento imprescindível e típico da festa do Divino no Maranhão. São senhoras idosas com o encargo de tocar caixas e entoar cânticos, repetidos de cor ou improvisados, em louvor ao Divino Espírito Santo.

Originária dos colonos açorianos e seus descendentes, os festejos em Alcântara reproduzem os costumes de uma corte imperial, formada por cinco a dez ou mais crianças, na faixa etária entre 4 a 14 anos, vestidas com roupas de época, usando trajes da corte de imperadores e mordomos, com seus respectivos símbolos, como coroa, tiaras, cetro e outros.