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Presidente do BNDES pede demissão

Presidente do BNDES pede demissão

Maria Silvia Bastos Marques pediu demissão do cargo de presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou o banco em nota. O diretor Ricardo Ramos, funcionário de carreira, assume interinamente a presidência do banco.

A saída da executiva acontece após o acirramento da crise no governo de Michel Temer e em meio a denúncias envolvendo operações do BNDES em gestões anteriores.

Segundo comunicado do banco, a decisão foi motivada por “razões pessoais”, e Maria Silvia teria informado o presidente Michel Temer pessoalmente nesta sexta-feira (26). Ela havia sido indicada há pouco mais de um ano, em 16 de maio, e empossada em 1º de junho do ano passado.

A informação sobre a demissão foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Em nota, Temer disse que ela presidiu o BNDES “de forma honesta, competente e séria por pouco mais de um ano”.

Empresários teriam reclamado de Maria Silvia

No começo deste mês, o site da revista “Época” chegou a afirmar que Temer havia dado um prazo de três meses para o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, encontrar um substituto para comandar o banco. Segundo o site, Maria Silvia estaria sendo alvo de reclamações ostensivas de empresários que a acusavam de fechar o caixa do banco estatal. Na época, o Planalto negou que tivesse tal intenção.

Gravação da conversa entre Joesley Batista, da JBS, e Temer mostra que o empresário criticou a atuação de Maria Silvia. “Está bem travado”, disse ao reclamar para o presidente Michel Temer do crédito do banco.

PF investiga favorecimento à JBS

O BNDES está sendo investigado na operação Bullish, da Polícia Federal, que investiga fraudes e irregularidades na concessão de recursos para o grupo JBS. Entre os alvos da operação estão o empresário Joesley Batista e o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho.

Segundo a PF, R$ 8,1 bilhões teriam sido liberados com velocidade recorde, por meio de influência no governo. A liberação do dinheiro ocorreu a partir de junho de 2007, para que o grupo comprasse empresas do ramo frigorífico, inclusive no exterior.

De acordo com a Polícia Federal, as transações foram executadas sem a exigência de garantias e com a dispensa indevida de prêmio contratualmente previsto, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos. O dinheiro teria permitido à empresa se tornar uma das gigantes mundiais de processamento de carne.

UOL