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11ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos traz 29 filmes com audiodescrição

11ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos traz 29 filmes com audiodescrição

A audiodescrição – uma faixa narrativa adicional para os cegos e deficientes visuais consumidores de meios de comunicação visual, onde se incluem a televisão e o cinema, a dança, a ópera e as artes visuais – é um dos direitos assegurados pela mostra, que apresenta o recurso em todos os filmes que exibe, permitindo que pessoas surdas ou com problemas auditivos possam ter acesso ao cinema.  Em São Luís, a mostra iniciou nesta segunda-feira (15) e segue até este sábado (20) no Cine Praia Grande, no Centro de Cultura Odylo Costa Filho, na Praia Grande.

A acessibilidade também é diretriz da mostra. Todos os filmes contam com legenda (closed caption) e algumas sessões terão intérprete de libras e 29 terão audiodescrição. Para a produtora cultural, especialista em acessibilidade, Alessandra Pajama, a transversalidade dos temas é o ponto chave para educação em direitos humanos. “Os filmes sensibilizam diversos públicos porque são temas transversais, que passam por uma questão geracional e de diferentes segmentos”, pontuou Pajama.

Os filmes estão divididos em três mostras este ano: a Panorama, Temática – que abordará questões de gênero, e Homenagem – com foco na obra da cineasta Laís Bodansky. Uma novidade este ano é a Mostrinha, voltada para o público infanto-juvenil e que exibirá outros oito curtas-metragens. Todas as exibições serão gratuitas.

Na terça-feira (16), houve exibição do documentário Precisamos Falar de Assédio (veja trailer), com presença da diretora Paula Sacchetta. O filme traz relatos colhidos em uma van-estúdio que parou em nove locais de São Paulo e no Rio de Janeiro. O objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. São relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia. Após a exibição, será feita o diálogo entre o público e a diretora com participação da SEMU, Coletivo de Mulheres com Deficiência e Grupo de Pesquisa sobre Gênero Geramus, da UFMA.

Nesta quarta-feira (17), às 18h, que mundialmente é lembrado como Dia Enfrentamento à LGBTfobia, será exibido o filme Meu Nome é Jaque, que conta a história de Jacqueline Rocha Côrtes, mulher trans, brasileira, portadora do HIV, casada, mãe, trabalhou por anos como representante do governo brasileiro e na ONU. O documentário relata as lutas dessa mulher lutando por seus direitos e contra preconceitos. O Coletivo Atraque e a SEDIHPOP organizaram um debate após a sessão.

Mostra Itinerante – Além das sessões no Cine Praia Grande, na tarde desta sexta-feira (19), será realizada uma sessão em Bom Jardim, em São José de Ribamar, onde a Plan Internacional reunirá também expectadores de Santa Maria e Juçatuba.  No dia 21 e 22 a Mostra estará em Governador Newton Bello, município que integra o Plano Mais IDH, e dia 26, chega à Codó. Veja programação completa.

 

 

 

História 

Criada em 2006 como uma das ações estratégicas da Secretaria Especial de Direitos Humanos para celebrar o aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos, proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, a Mostra Cinema e Direitos Humanos foi expandida ao longo dos últimos 10 anos e, atualmente, ocorre em todas as capitais federais do Brasil.

A Mostra é uma das estratégias do Governo Federal para consolidação da cultura e da educção em Direitos Humanos, ampliando espaços de debate e discussão por meio da linguagem cinematográfica e contribuindo para a formação de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade, do respeito às diversidades e da tolerância.

Nestes dez anos, a Mostra expandiu em alcance e em escopo – da América do Sul para o Hemisfério Sul, e no Mundo, além de contar, pelo quarto ano consecutivo, com cerca de 1.000 pontos de difusão pelo país, assumindo assim um caráter descentralizador e democrático.

A 11ª Mostra Cinema e Direitos Humanos é realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos.