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Polícia mantém monitoramento para evitar novos conflitos

Polícia mantém monitoramento para evitar novos conflitos

O povoado Baías, em Viana, foi palco, no último domingo (30), de um conflito entre agricultores e índios da etnia Gamela que deixou sete pessoas feridas e acirrou os ânimos por disputa de terras na região. Logo após o confronto, o governador Flávio Dino delimitou uma força-tarefa para apurar o caso, garantir a paz e atender todos os feridos. Depois de uma semana, a presença intensiva da Polícia Militar, com o reforço da Polícia Federal, tem garantido que nenhum conflito volte a ocorrer.

De acordo com o delegado Regional de Viana, Jorge Pacheco, não há espaço para a ocorrência de outro grande confronto envolvendo gamelas e moradores da zona rural de Viana, devido ao forte policiamento do local. “Na primeira semana mais de 10 pessoas entre indígenas e agricultores foram ouvidos, as investigações continuam e reforço policial foi mantido na área”, afirma o delegado.

Sobre o dia do confronto, ele afirmou que o principal objetivo tanto da Polícia Civil, quanto da Polícia Militar, foi socorrer os feridos e levar para o hospital. “O segundo momento foi reforçar a área e o terceiro está ocorrendo agora, com o inquérito sobre o caso”, realçou o delegado.

Já o tenente-coronel da Polícia Militar, José Maria Aires foi enviado para o povoado para chefiar a ação na região onde houve o confronto. Segundo ele, a situação atualmente está sob controle. “Estamos fazendo rondas, a todo momento, e estamos atentos a tudo, e, por enquanto, não houve novas ocorrências”, esclareceu.

CONFLITOS

A situação conflituosa envolvendo gamelas e agricultores de povoados de Viana teve início há cerca de um ano e meio. Em agosto de 2016, o Governo do Maranhão enviou ofício à Funai comunicando o problema. O órgão respondeu em outubro alegando falta de recursos para realizar os estudos que comprovem que as terras da região pertencem ou não aos indígenas. O governador Flávio Dino explicou que há um inquérito policial instaurado, com vários delegados designados para a tarefa, e um coronel da Polícia Militar permanentemente na área, além do reforço de duas equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE) e três de São Luís e Viana. “Aquilo que podemos fazer, estamos fazendo. Sobretudo visando prevenir novos conflitos”, pontuou o governador.