HomePolícia Pacovan e mais 17 pessoas são presas por lavagem de dinheiro

Pacovan e mais 17 pessoas são presas por lavagem de dinheiro

Pacovan e mais 17 pessoas são presas por lavagem de dinheiro

O empresário Josival Cavalcante da Silva, conhecido como Pacovan, foi preso novamente na manhã desta quinta-feira (4) por um sistema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis que envolvia diversas prefeituras maranhenses. Além dele, 17 empresários foram presos e 35 caminhões e tratores foram apreendidos na Operação Jenga, da Polícia Civil do Maranhão, e que continua em andamento. A operação lacrou ainda cinco postos de combustíveis na região metropolitana de São Luís e dois, em Zé Doca e Itapecuru, respectivamente.

Para o Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Pacovan traiu a confiança do poder judiciário. “Ele está solto mediante confiança da justiça no que prometeu cumprir, não reiterar na prática de crimes e ter uma vida social equilibrada. Ele saiu da prisão e apenas modificou a forma como praticava o crime. Adquiriu postos de combustíveis e fez desses postos de combustíveis locais de lavar dinheiro”, explicou.

De acordo com Tiago Bardal, superintendente da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) o esquema funcionava da seguinte forma. “A quadrilha adquiriu vários postos de combustíveis, 5 na região metropolitana de São Luís, um em Zé Doca e um em Itapecuru. E faziam venda dissimulada para diversas prefeituras do estado o petróleo e seus derivados, que não iam para as prefeituras”. Os presos foram levados para a Seic.

A segunda fase da operação vai investigar as prefeituras que faziam parte do esquema, que somava R$ 200 milhões de reais entre imóveis e movimentações financeiras.

Saiba mais

Dois integrantes da quadrilha foram presos em Itapecuru-mirim.

22 mandados de prisão foram expedidos.

Durante a operação foram apreendidos 35 veículos, entre caminhões e tratores. De acordo com a polícia, eles teriam sido entregues como garantias de empréstimos tomados de Pacovan.

Os veículos foram encontrados em um galpão de Pacovan na BR-135 e nenhum deles estaria registrado em nome do agiota.

Segundo delegado Thiago Bardal, a operação é fruto de mais de um ano de investigação.

A operação foi batizada de Jenga, em homenagem ao jogo com o mesmo nome, no qual os jogadores se revezam para remover blocos de uma torre, equilibrando-os em cima, criando uma estrutura cada vez maior e mais instável à medida que o jogo progride. A palavra “jenga” é a forma imperativa de “kujenga”, o verbo suaíli para “construir”.