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Caseiro de fazenda onde aconteceu conflito presta depoimento

Caseiro de fazenda onde aconteceu conflito presta depoimento

O conflito entre fazendeiros e índios da etnia Gamela no último domingo (30) foi iniciado após agressão dos indígenas contra a esposa do caseiro onde aconteceu o conflito, é o que afirma o próprio caseiro em entrevista ao Sistema Difusora.

Segundo ele, os Gamela fizeram sua esposa refém e a população, indignada com a pressão feita pelos índios para que deixassem as terras, revidou as agressões.

Os índios Gamela não quiseram dar entrevista e afirmaram que só vão se pronunciar quando algum representante da Funai conversar com eles. Nesta quarta-feira (3), eles realizaram no local uma espécie de ritual, com palavras de fortalecimento e de guerra.

Imagem: arquivo Sistema Difusora

Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar informaram que a situação no local está controlada. Um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso, que está em andamento. Para apurar as informações, serão escutados depoimento dos envolvidos e de agricultores, posseiros e indígenas que moram no local.

Informações conflitantes

O conflito entre índios e fazendeiros deixou 13 índios feridos com golpes de facão e pauladas, no Povoado das Bahias, município de Viana (MA). O diretor do Hospital Geral Tarquínio Lopes, Newton Gripp, onde estão hospitalizados três índios gamela feridos, afirmou em entrevista que nenhum dos índios teve os membros amputados e que não há risco de amputação.

As informações sobre a situação de saúde dos índios entraram em conflito. Uma nota emitida pela Secretaria de Saúde do Maranhão confirma o posicionamento de Newton: aponta que não houveram Gamelas com membros decepados. Já o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) apontou que: “Um deles levou dois tiros, uma bala está alojada na coluna e a outra na costela, teve as mãos decepadas e joelho cortados. O irmão dele levou um tiro no peito. Outro teve as mãos decepadas”, relata integrante Cimi que esteve com os Gamela hospitalizados em São Luís. Carros de apoiadores dos Gamela, inclusive, tiveram que cuidar de algumas locomoções de feridos pela falta de ambulâncias.

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