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Imperatriz registra 4.085 demissões no primeiro trimestre deste ano

Imperatriz registra 4.085 demissões no primeiro trimestre deste ano

Imperatriz registrou 4.085 demissões de empregos formais apenas nos três primeiros meses deste ano, enquanto o de admissões não passou das 3.547 contratações, revelando um déficit de quase 20% entre os empregos formais na cidade.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados no relatório sobre a cidade de Imperatriz, no primeiro trimestre deste ano.

No entanto, mesmo antes da divulgação do relatório pela Caged, o clima de recessão econômica e a falta de oportunidades de emprego, já podiam ser vistas na fraca movimentação do setor comercial da cidade, e nas longas intermináveis na porta do prédio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), do governo do estado.

Entre as dezenas de pessoas que se acumulam na fila do Sine diariamente, em busca de um emprego, está o pedreiro João Sousa, que afirma que a carteira de trabalho tem sido sua companheira fiel, desde que perdeu o emprego em uma obra, há seis meses.

“Seis meses que venho ao Sine pelo menos 3 vezes por semana e não encontro nada. Tá cada vez mais difícil trabalhar de carteira por aqui,” lamenta o pedreiro.

O mês mais crítico foi o mês de março, pois segundo o relatório, até fevereiro tinham sido criados 1235 novos empregos formais e registradas 1.325 demissões na cidade. Contudo no mês de março o número de demissões subiu para 1.465, enquanto o de contratações não passou de 1.056, gerando um saldo negativo de 538 postos de trabalho formais.

Os lojistas atribuem o alto número de demissões à queda nas vendas e a dificuldade de manter esses funcionários e os encargos destes.

Infelizmente a realidade de Imperatriz vem sendo refletida no cenário nacional. Ainda segundo a Caged, no acumulado do ano, o país teve uma queda de 64.378 postos de trabalho; deste total 63. 643 foram perdidos apenas no mês de março.

Segundo o Ministério do Trabalho, os resultados de mês de março são tão discrepantes em relação à janeiro e fevereiro, por sofrer forte influência de fatores sazonais negativos. De acordo com o ministério, um exemplo é o comércio varejista, que apresentou negativas no mês de março, mesmo em anos de forte crescimento econômico.

Aliás, o comércio varejista foi o setor que registrou maior retração em março (-33.909 postos), seguido do setor de serviços (-17.086 postos), construção civil (-9.059 postos), indústria de transformação (-3.499 postos) e agricultura (-3.471 postos).