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Período de veraneio pode começar antes do esperado

Período de veraneio pode começar antes do esperado

 

 

Ainda estamos em meados do mês de abril, mês que integra a estação chuvosa na região, mas os primeiros bancos de areia já começam a aparecer no rio Tocantins, sinalizando o início do período de veraneio na cidade.

O período tradicional de veraneio do rio Tocantins vai de junho a setembro e compreende pelo menos cinco cidades apenas no Maranhão e outras oito no estado do Tocantins; este ano, no município de Bela Vista, margem tocantinense do rio, pelo menos seis barracas já foram montadas na expectativa de atrair os banhistas no feriadão.

Na Praia do Cacau e a Praia do Meio, lado maranhense do rio, também já são vistos os primeiros banhistas, aproveitando os bancos de areia já descobertos.

Porém, o que é diversão para uns, é preocupação para outros, pois o representante do corpo de bombeiros em Imperatriz, tenente Evandro, afirma que nesta época do ano o rio Tocantins deveria estar pelo menos cinco metros acima do que está e chama a atenção de quem já se aventura nas praias para os riscos que esses locais oferecem:

“É preciso conhecer bem o local para evitar acidentes. Nunca uma criança deve ser deixada sozinha na água, ou próximo de balneários. Isso vale também para os adultos, sempre tem que ter uma pessoa supervisionando caso aconteça alguma coisa e seja necessário acionar os bombeiros. Vamos estar de prontidão à todas as famílias e ocorrências”, afirma o tenente.

Atualmente o nível do rio está no que os bombeiros chamam de marco zero, que é quando o rio não apresenta cheia, mas está no limites dos níveis de água aceitáveis.

Os trabalhadores

Quem também vê com temor a baixa nas águas do rio Tocantins é quem mora próximo às margens, ou o utiliza para trabalhar, como é o caso do barqueiro João Pedro, que se diz preocupado com o rio, e afirma que seu medo é que se repita o ocorrido no ano passado, no qual o rio chegou a quase quatro metros a baixo do nível normal, e segundo ele, bancos de areia antes nunca vistos, ficaram à mostra.

“A velocidade com que a água baixa é muito preocupante, semana passada a água estava lá em cima, agora já desceu quase um metro. Depois que fizeram essas hidrelétricas que prendem a água, ninguém sabe mais medir o paradeiro do rio, uma hora tá seco aí do nada enche, mas quando seca, seca até demais, e a gente que vive desse rio fica sem ter o que fazer por que até os peixes somem, à mercê das hidrelétricas,” completa o barqueiro.

O abastecimento

O nível das águas também é uma preocupação para o abastecimento de água no município; o medo é que se repita a seca histórica do ano passado, que causou a interrupção no abastecimento de água de vários bairros de Imperatriz.

De acordo com a defesa civil, um dos motivos para a redução do volume das águas é o fato de a usina de Serra das Mesas estar trabalhando com uma vazão entre 300 e 400 metros cúbicos de água por segundo, ou seja, operando como se já fosse época de veraneio, devido ao baixo volume de chuvas na região.

Outro fator tem sido o assoreamento, causado pelas construções muito próximas ao rio e a retirada de suas matas ciliares.