Home Maranhão MA deixa o topo da lista de presídios mais violentos do Brasil

MA deixa o topo da lista de presídios mais violentos do Brasil

Em pouco mais de dois anos, o Sistema Penitenciário do Maranhão deixou o topo da lista dos mais violentos do Brasil, e agora ocupa a última colocação. Dados do Sistema de Informações Penitenciárias mostram que em 2014 o estado fechou o ano como primeiro no ranking de óbitos intencionais, com 47,5% da taxa de homicídios, seguido pelo Piauí, com 31,4%.

De 24 homicídios registrados em 2014, o Maranhão fechou 2015 com uma redução de 75% na taxa de mortes dentro de presídios, registrando seis ocorrências. Já em 2017, o primeiro trimestre do ano terminou sem nenhum registro de óbito por homicídio.

“A saída do sistema prisional maranhense do cenário de caos e abandono fica ainda mais visível quando comparamos aos números de 2013. Naquele ano foram registradas 61 mortes intramuros, total que representou uma média de 128,1% na taxa de mortalidade nos presídios, e que maculou a imagem do estado”, destacou o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Murilo Andrade de Oliveira.

Foram registradas 86 mortes intencionais no biênio 2013-2014, enquanto que, no subsequente, 2015-2016, apenas 14 ocorrências dessa natureza foram avaliadas. “Nesse comparativo, a gestão estadual obteve uma expressiva redução de 83,7%”, explicou o titular da Seap.

Medidas estratégicas

Algumas ações do Governo do Estado foram implantadas para melhorar a segurança nas unidades carcerárias do estado. No Complexo Penitenciário São Luís, por exemplo, foi instalada a ‘Portaria Unificada’, que aumentou o controle de acesso padrão às unidades prisionais; e foi entregue também a Central de Identificação Biométrica de Presos, que permite checar os dados pessoais de cada detento.

Foram otimizadas as instalações da Central de Vídeo Monitoramento, os presos passaram a ser acompanhados em tempo integral, diretamente dos pavilhões e de outras dependências dos presídios, como o pátio para visitas e os chamados ‘banhos de sol’, além dos trabalhos de capina e de coleta de lixo, feitas pelos próprios internos.