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Produção de pescados se profissionaliza no MA

Produção de pescados se profissionaliza no MA

Investimentos na expansão da aquicultura no Maranhão nos últimos anos estão alavancando a cadeia produtiva no estado, com foco na ampliação dos mercados para os produtores locais e apoio aos produtores artesanais.

Os investimentos são oriundos do programa Mais Produção, dos quais participam 175 propriedades em 19 municípios. Os produtores estão aprendendo técnicas para melhorar as formas de manejo e produção, com novas tecnologias.

O objetivo é melhorar o rendimento nos tanques escavados e tanques de rede, duas formas de criar peixes bastante difundidas no Maranhão.

Os novos investimentos agora irão focar em medidas para criação de agroindústrias públicas de menor porte, além de incentivar a implantação de agroindústrias privadas, com apoio às cooperativas e associações.

Em Balsas, a criação do Agropolo do Rio Balsas também garante apoio à cooperativa da região com assistência técnica.  Na área, a abundância de água e de terras próprias para a produção tornam a cidade uma das maiores exportadoras de peixe do estado, abastecendo dezenas de municípios, com média de 1,5 milhão de toneladas produzidas por ano.

Os investimentos também se estendem aos municípios mais pobres do estado, vocacionados para a atividade com a pesca artesanal. A medida visa aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios, entre eles as cidades de Arari, Bela Vista, Cantanhede, Igarapé do Meio, Itapecuru Mirim, Matinha, Miranda do Norte, Nina Rodrigues, Santa Rita, São Mateus, e outros.

OSTRAS E SURURU

A produção de ostras em mesas fixas, em Humberto de Campos, e Sururu, na Baixada Maranhense, têm recebido investimentos para ampliação do setor em municípios próximos à região.

A ideia é ampliar a participação do Maranhão no mercado, impulsionando as regiões com vocação para a produção. Um dos critérios é a certificação sanitária. A Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) promoveu a inspeção das instalações e garantiu a comercialização das primeiras 600 dúzias de ostras em Humberto de Campos.

Já nos municípios da Baixada Maranhense, o esforço é garantir a produção em escala comercial do sururu, um molusco tradicional da culinária maranhense ainda produzido em escala artesanal.