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Nutricionista aponta benefícios e riscos das dietas low carb

Nutricionista aponta benefícios e riscos das dietas low carb

A dieta low carb virou a queridinha das blogueiras e digital influencers do mundo fitness e agora começa a ser adotada por muita gente que busca ter um corpo mais sequinho e definido. Mas, como tudo o que envolve o organismo humano, nem sempre o que é bom para uma pessoa, é indicado para outra.

Segundo a nutricionista Ingrit Oliveira, é preciso ter alguns cuidados com essa dieta, principalmente na hora de escolher as gorduras que serão ingeridas no lugar dos carboidratos. “Não é qualquer tipo de gordura. A ruim continuará sendo acumulada. A ideia é consumir gorduras boas como aquelas que estão presentes nos peixes ou nas castanhas”, esclarece.

A Dieta low carb é um plano alimentar, onde se restringem (mas não anulam) o consumo de carboidratos para chegar ao peso desejado e mantê-lo sem passar fome como na abordagem de restrição de calorias.

“A dieta Low Carb ajuda a “secar” porque ao reduzir o carboidrato, consequentemente o corpo usa gordura como fonte de energia. Em um plano alimentar convencional o consumo de carboidratos deve ficar entre 45-55℅ do total de nutrientes ingeridos ao dia. Já a Low Carb a ingestão diária de carboidratos permanece abaixo de 20℅ do total de calorias ingeridas.”

Existem vários tipos de dietas que são low carb, como por exemplo: dieta paleo, dieta cetogênica, dieta lchf, dieta atkins, whole 30 etc… Todas funcionam pelo mesmo motivo: menos carboidratos na alimentação com a finalidade de perda mais rápida e acentuada de peso e medidas.

A especialista explicou a diferença entre as mais conhecidas:

Dieta paleo: A dieta dos ancestrais. Permitido somente carne, frutas, legumes e verduras (exclusão total de alimento industrializados).

Dieta cetogênica: exclusão total de carboidratos. Indicada para pacientes com epilepsia.

A dieta LCHF: Pouco carboidrato e aumento do consumo de gorduras e proteínas para emagrecer.

Dieta Atkins: Redução drástica de carboidratos diários.

Dieta Whole 30: Duração de 30 dias. Reajuste de metabolismo e mudança da visão entre o homem e o alimento. (exclusão de açúcar, grãos e produtos lácteos)

“Muito cuidado com as desvantagens dessas dietas!! Ao evitar o carboidrato, a gente entra em um estado chamado cetose: quando acaba a gordura consumida, o organismo passa a usar a gordura corporal como combustível. Esse estado leva a alterações neurológicas, causando irritação, ansiedade, alterações intestinais e mal estar. Na falta de carboidrato, o corpo acumula muitas substâncias tóxicas e altera o intestino. O bolo fecal entra em putrefação, levando à halitose, popularmente conhecida como mal hálito” explica Ingrit.

Por causa os riscos, ela ainda ressalta que a dieta só deve ser aderida com o auxílio de um profissional, pois ele vai orientar individualmente a ingestão de nutrientes para suprir as reais necessidades do organismo do paciente.

“A duração da dieta  vai depender da resposta individual de cada organismo, porém como profissional não aconselho passar mais de 15 dias com a dieta”, ressalta a especialista.